O BRB apresentou uma nova proposta de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) para o segundo semestre de 2015. A proposta, em linhas gerais, apresenta uma situação desproporcional, na medida em que diminui sobremaneira o valor a ser pago para os cargos mais baixos de nosso plano de carreira, incluídos aí analistas, especialistas, auxiliares de autoatendimento, atendentes de ouvidoria e do SAC, além de escriturários e caixas.
Por outro lado, a proposta eleva substancialmente o valor a ser pago para superintendentes e gerentes gerais e de negócio. Na proporção de pessoas atingidas, a proposta do BRB beneficia aproximadamente 940 funcionários e prejudica cerca de 2.200 trabalhadores, ou seja, é boa para 30% e ruim para 70%.
Por esta constatação percebe-se que esta proposta não é adequada, pois, em tese, o banco está enxugando o que paga para a maioria para beneficiar uma minoria. O pior é que, está havendo conversas no âmbito do BRB, que apontam para a diretoria como fomentadora de uma tentativa de divisão entre os gestores e o conjunto dos funcionários. De acordo com estas conversas, o Sindicato é que tem sido o empecilho para melhorar a PLR dos gerentes e superintendentes.
Diante da discussão estabelecida, o Sindicato, consciente que deve buscar um programa que atenda minimamente a todos, entende que deve debater o assunto, visando, primeiramente desmascarar esta falsa ideia de que é empecilho para uma melhor PLR para os gerentes, segundo para dirimir dúvidas quanto ao programa em vigor no banco e também nas coligadas, e por fim para colher contribuições que auxiliem na formatação de um programa melhor e mais eficiente do que o atual para todos.
Com este espírito, o Sindicato já realizou uma discussão inicial com os delegados sindicais no seminário que definiu a pauta específica do BRB para esta campanha salarial, ocorrido em 7 de agosto passado, e também já recebeu, por duas ocasiões, gerentes gerais de agências, em 6 e em 13 de agosto passados, ocasião em que o foco foi a PLR.
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