Ser reconhecido como bancário, trabalhar 6 horas diárias e poder se sindicalizar são direitos atualmente consolidados para empregadas e empregados da Caixa Econômica Federal.
Mas, há três décadas, a realidade era outra. Esses profissionais, ainda chamados de economiários, trabalhavam 8 horas por dia e, pior, não podiam contar com os sindicatos para lutar por seus direitos.
Somente em 1985, com a primeira greve nacional dos bancários após a ditadura militar, é que essas conquistas se concretizaram. Foram várias as paralisações, entre elas a greve histórica de 24 horas, realizada em 30 de outubro, com o fechamento das agências do banco em todo o país.
“Há exatamente 30 anos, um grupo de empregados e empregadas da Caixa decidiu que deveríamos ser donos da nossa própria história. Não tínhamos direito à sindicalização, data-base e direito de sentar à mesa para negociar e reivindicar as condições de trabalho. Simplesmente, esperávamos o mês de janeiro para saber qual o reajuste dado pelo governo para nossos salários”, relembra a deputada federal e bancária da Caixa Erika Kokay. |