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NEGOCIAÇÃO COM O BB
Sindicatos exigem manutenção de remuneração para os prejudicados pela reestruturação

post-info 11 de Janeiro de 2017



A Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil cobrou da instituição, na reunião ocorrida nesta terça-feira (10, em Brasília, garantias aos funcionários de agências em processo de fechamento e aos que tiveram os cargos cortados nos processos de reestruturação iniciados pelo banco em novembro de 2016.A Comissão de Empresa do Banco apontou uma série de problemas verificados em cada base
Formada pela Contraf-CUT, Fetec-CUT/CN e Sindicato dos Bancários de Brasília, a Comissão de Empresa apontou uma série de problemas verificados em cada base, como a dificuldade de realocação dos gerentes de Relacionamento para a lateralidade e também situações onde a única opção dada de realocação tem sido com perda salarial.

Foi reiterada ainda a necessidade de respostas, quanto à solicitação dos sindicatos, de VCP permanente (Verba de Caráter Pessoal que mantém a remuneração) como forma de proteger os milhares de funcionários que irão perder o cargo ao final do processo de ajuste dos excessos. O banco informou que ainda não tem a resposta para o VCP permanente, como também não tem a decisão sobre VCP para os caixas que perderão comissão.

O BB anunciou que foram realizadas 4.563 nomeações desde a abertura do TAO Especial. O número de excedentes por grupo de função também foi apresentado até o dia da reunião, sendo que o número varia a cada dia. Nos grupos de função 10 e 9, o BB informou que já foram ocupadas as vagas e não há excessos. No grupo 8, 11 excessos e 243 vagas; no grupo 7, 17 excessos e 117 vagas; no grupo 6, 415 excessos e 170 vagas; no grupo 5, 101 vagas e 41 excessos; no grupo 4, 426 vagas e 150 excessos; no grupo 3, 1.117 vagas e 121 excessos; no grupo 2 ,1.255 vagas e 28 excessos; e no grupo 1, 678 vagas e 3.747 excessos. Os dados estão atualizados até o dia 10 de janeiro.

Clique aqui para baixar a tabela dos Grupos de Funções

9.300 vagas cortadas e 3.100 bancários ameaçados de perda remuneratória. Sindicato exige VCP permanente

A reestruturação que acontece no Banco do Brasil já provocou a saída, por meio de um programa de incentivo à aposentadoria, de 9.400 funcionários. O BB já anunciou que não irá repôr essas vagas, eliminando assim a dotação.

Para piorar a situação, a direção da empresa ainda anunciou que irá reduzir 3.100 comissões, diminuindo a remuneração de milhares de trabalhadores no Brasil, pincipalmente assistentes. Os sindicatos defendem e cobram do BB proteção aos trabalhadores que exercem essas funções e exigiram em mesa a manutenção da remuneração desses colegas.

Abertura de TAO para ascensão de assistentes e gerentes de Relacionamento

O banco informou que na próxima quinta-feira (12) será aberto um TAO (Sistema de Recrutamento) permitindo ascensão profissional para que os excedentes do grupo de função 4 possam concorrer em acensão nos grupos 5 e 6. Também anunciou abertura de movimentação entre o grupos 1, 2 e 3, possibilitando a ascensão de assistentes e gerentes de relacionamento. O BB garantiu que toda nomeação ou sequência de nomeações em escada terá que repor um excesso ao final.

O representante da Federação Centro Norte na Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, Rafael Zanon, considera que a liberação do TAO para ascensão profissional só faz sentido se ajudar na recolocação das pessoas que estão ameaçadas de perder funções. “É fundamental acelerar o processo de nomeações e que o banco aceite a proposta dos sindicatos quanto ao VCP permanente, considerando que alguns grupos têm muito mais excessos que vagas disponíveis”, considera o dirigente sindical.

6 horas para coligadas, Súmula 372 e manutenção do módulo avançado para gerentes

A Comissão de Empresa pediu ao banco esclarecimentos e que fossem melhor divulgadas aos funcionários de agências em encerramento as informações para onde cada funcionário irá após o fechamento da sua unidade. Também cobrou resposta sobre a solicitação feita em mesa da implantação administrativa da Súmula 372 do TST (Tribunal Superior do Trabalho), que protege a remuneração do trabalhador com mais de dez anos de exercício de função comissionada. O BB alegou que ainda estuda esse pedido.

Foi pleiteado pelos sindicatos que nos casos de nomeações com descenso ou lateralidade envolvendo a gerência média fosse observada condição de módulo avançado do cargo anterior para o módulo avançado do cargo atual, de forma que minimize a perda salarial nos casos de descenso e mantenha a remuneração nos casos de lateralidade.

Também foi reforçada em mesa a reivindicação de 6 horas para as empresas coligadas, como FBB, Cassi e BB Consórcios. O BB respondeu que ainda está estudando a reivindicação dos sindicatos sobre esse tema.

Endividamento dos funcionários e IN 361

Foi solicitado ao banco um levantamento sobre o nível de endividamento dos funcionários, uma vez que há projeção de muitos descomissionamentos ao final do processo de reestruturação e isso impactará na renda das pessoas e, consequentemente, agravará o nível de endividamento.

O BB respondeu indagação dos sindicatos sobre a aplicabilidade da IN 361, que determina a migração compulsória para as funções de 6 horas de funcionários com ações individuais sobre a jornada de 6 horas. Os representantes do BB esclareceram que a aplicabilidade da IN vale para ações individuais relativas às funções "criadas" após a divulgação da restruturação, no final de novembro.

Liberação de remoção para os escriturários

Os sindicatos reivindicaram junto ao BB que fizesse a análise sobre antecipar liberação das remoções para os escriturários com o objetivo de facilitar a recolocação daqueles que ficaram excedentes em razão do fechamento de agências ou absorção de mais funcionários na sua unidade. O banco informou que vai analisar essa situação para que a liberação de uma remoção agora não crie um problema de excesso em dobro em determinadas unidades futuramente.

Para os sindicatos, o mapa de vagas disponibilizado pelo banco mostra claramente a necessidade de se dar mais garantias aos funcionários que estão ameaçados de perder seus cargos.

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