
Um golpe contra os trabalhadores. Assim o presidente do Sindicato, Eduardo Araújo, representante dos bancários de Brasília no Comando Nacional dos Bancários, classificou a proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) na rodada de negociação realizada nesta segunda-feira (29), em São Paulo.
A proposta consiste em reajuste salarial de 6,5% mais abono de R$ 3 mil. E as regras para a PLR continuariam as mesmas de 2015.
“Mais uma vez, os bancos querem impor perdas embutidas na proposta e diz 'compensá-las' lançando mão do famigerado abono, uma espécie de ‘cala boca’ que serve tão somente para forçar o que eles querem e sair da Campanha sem avanços”, critica o presidente do Sindicato. "Sem dúvida, estamos diante de um golpe contra os bancários".
O índice de 6,5% sequer repõe a inflação do período, projetada em 9,31%. Mas o Comando alerta os bancários principalmente para a questão do abono de R$ 3 mil, já que, proposto no lugar de aumento real para os salários, representa uma perdas significativas aos trabalhadores, uma vez que ele é pago só uma vez, não se integra aos salários e ainda sofre incidência de imposto de renda. E não tem reflexo sobre FGTS, férias e 13º salário, por exemplo.
Essa política de substituir o aumento real pelo abono foi implantada pelo governo de Fernando Henrique Cardoso. O Sindicato considera esse “complemento” um cala-boca e adverte que os bancários devem ficar atentos com esta proposta desrespeitosa que, na realidade, é uma enganação. E alerta que o prejuízo vai aparecer, principalmente, na hora da aposentadoria.
Assembleia dia 1º para rejeitar proposta
Diante disso, o Comando Nacional dos Bancários orienta rejeição da proposta, com realização de assembleias em todo o país no dia 1º para aprovar indicativo de greve a partir do dia 6, com assembleia organizativa no dia 5. |