Bancários de Brasília querem 10,86% de reajuste

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O 2º Congresso dos Bancários de Brasília, realizado neste sábado no auditório da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria (CNTI), decidiu apresentar o índice de 10,86% de reajuste como reivindicação na campanha salarial deste ano. A proposta será levada à 8ª Conferência Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro, que será realizada em São Paulo de 27 a 30 de julho.

O 2º Congresso dos Bancários de Brasília, realizado neste sábado no auditório da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria (CNTI), decidiu apresentar o índice de 10,86% de reajuste como reivindicação na campanha salarial deste ano. A proposta será levada à 8ª Conferência Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro, que será realizada em São Paulo de 27 a 30 de julho.

O Congresso teve início pela manhã e foi aberto com uma breve exposição da diretoria do Sindicato, em mesa composta por representantes de todos os bancos, públicos e privados, sobre os desafios para a Campanha Nacional deste ano. A presidente da CUT-DF, Rejane Pitanga, também compôs a mesa.

“Trata-se de um Congresso de organização da categoria bancária, que vai definir os eixos, a pauta e o conjunto de resoluções que levaremos para a campanha salarial deste ano”, reiterou o presidente do Sindicato, Jacy Afonso, durante a abertura, lembrando que a realização do evento foi um compromisso assumido pela atual diretoria.

A presidente da Central Única dos Trabalhadores do DF (CUT-DF), Rejane Pitanga, traçou um histórico da luta conjunta entre a CUT e o Sindicato ao destacar as dificuldades e os desafios enfrentados por ambas as entidades na busca pelos direitos dos trabalhadores e alertou para a responsabilidade dos bancários nesta campanha salarial.

“Neste ano, a campanha se dá em período de eleições e temos papel importante nesse processo para garantir a vitória da categoria. Devemos ter clareza disso na condução do movimento”, disse Rejane.

Representando os bancários da Caixa, o secretário-geral do Sindicato, Enilson da Silva, seguiu a mesma linha de argumentação da presidente da CUT-DF. Ele afirmou que a mobilização do funcionalismo por conquistas neste ano terá que enfrentar aspectos peculiares por causa das eleições de outubro e por conta das mudanças do novo plano de benefícios da Funcef.

Enilson destacou a recente conquista dos empregados da Caixa com o retorno da incorporação de função, que havia sido extinta no governo FHC, mas ponderou que, mesmo com avanços como esse, é preciso maior engajamento dos funcionários do banco para ir além.

Já o secretário de finanças do Sindicato e funcionário do BRB, João Machado, frisou a importância da unificação da categoria e a necessidade de organização dos trabalhadores de todo o ramo financeiro. A busca pela unificação

O representante dos bancos privados e diretor do Sindicato, José Avelino, também defendeu a unificação da campanha dos bancários com a de outros setores do ramo financeiro como estratégia de luta.

Para José Uilton, funcionário do Banco do Brasil e diretor  da Federação Centro-Norte, é necessário desmontar a política de desarticulação do funcionalismo implementada pelos banqueiros para que a categoria conquiste as reivindicações para 2006.

Fechando a exposição, o diretor do Sindicato Rodrigo Britto (BB) defendeu o fortalecimento da mobilização da categoria bancária e do ramo financeiro via extinção do que chamou de individualismo dos funcionários.