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Aumento real de salário foi apontado por 92% dos bancários de Brasília como aprincipal reivindicação para a campanha salarial deste ano. |
A pesquisa foi realizada com 2.490 bancários, de banco públicos e privados.
O Sindicato divulgou durante o 2o Congresso o resultado da consulta realizada com 2.490 bancários de Brasília, de bancos públicos e privados, dos quais 92% apontaram o aumento real de salário como a principal reivindicação para a Campanha Nacional 2006. A pesquisa, feita entre os dias 26 de junho e 12 de julho, foi dividida entre questões econômicas, sociais, saúde e condições de trabalho.
Também parte das questões econômicas, aumento da PLR (Participação nos Lucros e Resultados) ocupa o segundo lugar, com 56% da preferência dos consultados, seguido de abono (23%) e Remuneração Variável (11%). 0,68% não opinou.
Quanto às cláusulas sociais, 72% do funcionalismo definiram como prioridade o aumento do valor do vale-alimentação e 45% votaram a favor de garantia de emprego. Na seqüência, com 37% e 17%, nessa ordem, aparece o reajuste dos auxílios educação e creche/babá.
Dentro das questões de saúde e condições de trabalho, a discussão de metas abusivas aparece no topo do relatório estatístico, mencionada por 56% da categoria. Logo abaixo, o fim do assédio moral é a maior preocupação para 42%, e isonomia de direitos aos afastados por doença ocupacional é indicada por 27% dos bancários.
Definição de índice
Projeção feita pelo INPC (Instituto Nacional de Preço ao Consumidor) mostra que a inflação para o período entre setembro de 2005 e agosto de 2006 é de 3,96%. Com base nisso, 34% dos consultados optam por um índice de aumento real de salário entre 6% e 10,5%. Já 18% preferem reivindicação de reajuste de 11,25% a 15,25%, enquanto 14% querem entre 16% e 20%.
Para 9%, o índice deve ser de 0,5% a 5,75% e 6% acham que deve ficar em ou acima de 26%. Este foi o item menos respondido: 13% não opinaram.
O Sindicato também perguntou se o bancário está disposto a participar da campanha, ao que 85% responderam que sim. Respostas negativas somaram 5%, e 8% não se manifestaram.
Daqueles que de alguma forma vão participar da Campanha Nacional 2006, 82% afirmaram que estarão nas assembléias; 50% estão dispostos a fazer greve; 41% realizariam paralisações parciais; 31% participariam de dias de protesto; 25% somariam força em passeatas; e 12% marcariam presença em reuniões nas regionais.
Propostas complementares
O Sindicato abriu espaço ainda para que os bancários sugerissem itens complementares ao questionário. Das 374 sugestões recebidas, 25% destacaram isonomia como cláusula a ser reivindicada, seguida pela jornada de 6 horas e itens relacionados a saúde e condições de trabalho, como aumento do quadro de funcionários, por exemplo.


























































































































































