Caixa, cargo em extinção?

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Não é de hoje que os caixas do Banco do Brasil se sentem penalizados com a falta de respeito do banco. Além das pressões diárias por conta das metas abusivas, o fato de, sem condições adequadas, terem de cumprir a Lei das Filas, e de sofrerem alterações na rotina de trabalho sem serem consultados, a queixa dos bancários é dirigida também à política do banco de efetuar constantemente redução dos postos de caixa.

Não é de hoje que os caixas do Banco do Brasil se sentem penalizados com a falta de respeito do banco. Além das pressões diárias por conta das metas abusivas, o fato de, sem condições adequadas, terem de cumprir a Lei das Filas, e de sofrerem alterações na rotina de trabalho sem serem consultados, a queixa dos bancários é dirigida também à política do banco de efetuar constantemente redução dos postos de caixa.

“Isso vai na contramão da lógica do bom atendimento nas agências e prejudica ainda mais as condições de trabalho”, desabafa um funcionário que exerce a função. Na visão do Sindicato, o número de caixas que existe hoje já não atende as necessidades diárias, o que faz com que colegas se submetam a condições precárias de trabalho, resultando em diferenças financeiras, em fraudes no ponto eletrônico e compartilhamento de senhas, além de

ganhar de “presente” inquéritos administrativos que podem resultar em demissões. Tudo isso compromete sua saúde física e mental.

A direção do Banco do Brasil precisa rever seu posicionamento em relação aos caixas e valorizar estes companheiros. “É necessário que o banco, ao invés de reduzir, amplie a quantidade de caixas em todo o país e aumente o valor da gratificação, que é insuficiente se lavada em conta a responsabilidade do cargo”, afirma Rodrigo Britto, diretor do Sindicato.