Combate ao assédio moral é uma das prioridades da Campanha Nacional

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A primeira rodada de negociações da Campanha Nacional dos Bancários 2010 acontece nesta terça-feira (24), quando o Comando Nacional dos Bancários discutirá com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) as reivindicações de saúde e condições de trabalho, com foco no combate ao assédio moral e às metas abusivas. 

Os números mostram que vêm crescendo os casos de agressão psicológica nos locais de trabalho, tanto entre chefe e empregado quanto entre colegas de trabalho. Só no ano passado, segundo o Tribunal Superior do Trabalho (TST), foram catalogados 434 processos envolvendo o tema – 66% a mais do que o registrado em 2008, índice recorde. De acordo com dados da Contraf-CUT, 79% dos bancários indicaram em consulta o combate ao assédio moral como principal demanda entre as questões de saúde para a Campanha deste ano, enquanto o fim das metas abusivas ficou em segundo lugar, com 77%.

Tema de discussão nas principais mesas de negociação, o assédio moral é um dos assuntos tratados no livro “Psicodinâmica e Clínica do trabalho – Temas, interfaces e casos brasileiros”, que será lançado na sede do Sindicato nesta quarta-feira (25), às 19h. Sob organização de Ana Magnólia Mendes, Álvaro Roberto Crespo, Carla Faria e Emílio Peres, a obra também aborda pontos como modelo de organização do trabalho, saúde dos empregados, exclusão de pessoas com deficiência, discriminação e violência.

•    Entrevista com a psicóloga Ana Magnólia, que fala dos temas tratados no livro

‘Menos Metas, Mais Saúde’

Com objetivo de discutir a influência que as novas formas de gestão e cobrança por produtividade têm na saúde mental e dignidade do trabalhador bancário, a Contraf-CUT lançou, no dia 18, a campanha “Menos Metas, Mais Saúde”, que servirá como viés para o debate desses temas em todas as bases sindicais do país.

A imposição de metas individuais aos bancários por parte das instituições financeiras e as formas de gestão que visam minimização dos custos e ampliação de serviços, entre outros, têm levado a categoria a ficar cada vez mais doente por problemas de saúde mental relacionado ao trabalho. De acordo com a campanha da Contraf-CUT, uma política de metas aceitável seria aquela compatível com os limites do trabalhador e que não ocasione um desgaste na saúde de uma forma geral.