‘Lucros crescem às custas da precarização do trabalho’

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A economista da subseção do Dieese no Sindicato, Ana Quitéria, apresentou aos bancários, no terceiro painel do Congresso, uma série de dados relativos ao desempenho do setor bancário nos últimos anos como forma de subsidiar o debate sobre a Campanha Nacional que começa.

Segundo o estudo, entre 2004 e 2005 o lucro líquido dos 100 maiores bancos no país cresceu 41,5%, saltando de R$ 20,2 bi em 2004 para R$ 28,6 bi no ano seguinte. Com esse resultado, a rentabilidade patrimonial média subiu de 17,3% para 21,7%.

A riqueza do setor também aumentou nesse período. Segundo os indicadores do Valor Adicionado calculado pela Febraban, o acréscimo foi de 7,05%. Nesse contexto, o resultado do valor adicionado destinado aos acionistas como dividendos e lucros retidos obteve aumento real de 30,36%.

O dado negativo, é que, na contramão dessa curva ascendente de riqueza, a parte do valor adicionado aos salários dos bancários registrou redução real de 12,22%. Em outras palavras, os ganhos de produtividade do setor bancário foram distribuídos de forma extremamente desproporcional entre trabalhadores e patrões. "É o aumento da lucratividade dos bancos às custas da precarização do trabalho", afirmou Ana Quitéria.