O Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) abriram nesta terça-feira (24), com discussão sobre saúde e condições de trabalho, com foco no combate ao assédio moral, as negociações da Campanha Nacional 2010. O encontro ocorreu em São Paulo e definiu ainda o calendário das próximas discussões.
Apontado como prioridade pelas consultas juntos aos bancários, o tema constitui um dos principais eixos da Campanha deste ano. Na rodada de negociação desta terça-feira, as discussões tiveram como base o que vinha sendo discutido na mesa temática sobre saúde do trabalhador – que foi retomada em abril deste ano, fruto da campanha de 2009, já tendo ocorrido três reuniões.
Segundo o presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional, Carlos Cordeiro, ao fazer um balanço da primeira rodada de negociação, “houve avanços tanto nas discussões da mesa temática quanto na rodada desta terça-feira, mas ainda existem pontos de divergência em aspectos importantes”.
Para o presidente do Sindicato, Rodrigo Britto, os bancos precisam adotar mecanismos efetivos de combate a essa prática nefasta que é o assédio moral, que vem se institucionalizando como modelo de gestão, causando prejuízos gravíssimos à saúde do bancário. “A questão passa pelo fim das metas abusivas, um dos assuntos tratados na negociação, uma vez que a cobrança exacerbada por resultados está intimamente ligada ao assédio moral e à violência organizacional”, explica Britto.
No encontro também foi definido o calendário de negociações entre os representantes dos trabalhadores e a Fenaban, quem ficou assim estabelecido:
1º e 2 de setembro – Saúde do trabalhador e segurança bancária
8 e 9 – Emprego e condições de trabalho
15 e 16 – Remuneração
Calendário de mobilização
26 de agosto – Posse dos delegados sindicais do BB, da Caixa e do BRB, na sede do Sindicato, a partir das 19h
31 – Dia Nacional de Luta, com foco no combate ao assédio moral, às metas abusivas e à falta de segurança bancária
As principais reivindicações dos bancários
Fenaban
– Mais contratações
– Fim das metas abusivas e do assédio moral
– Valorização dos pisos
– Reajuste salarial de 11%
– Regulamentação do artigo 192 da Constituição Federal, que prevê um sistema financeiro estruturado de forma a promover o desenvolvimento equilibrado do país e a servir aos interesses da coletividade
Banco do Brasil
– PCCS digno
– Jornada de seis horas sem redução nos salários
– Garantia do piso salarial do Dieese
– Licença prêmio
– Férias de 35 dias para os pós-98, após 20 anos de serviço
Caixa
– Não exigência dos REG/Replan saldados para migração para o PFG
– Jornada de 6 horas sem redução salarial
– Progressão horizontal em cada cargo/função, por tempo de exercício
– Fim das atividades de correspondentes bancários onde existem agências
– Isonomia
BRB
– Revisão do PCS
– Jornada de seis horas sem redução no salário
– Reajuste salarial de 11%
– Piso salarial no valor do salário mínimo do Dieese
– Mais contratações


























































































































































