
O Sindicato dos Bancários de Brasília repudia esses golpes milionários e nefastos que, além de prejudicar todo o frágil sistema de assistência à saúde no país, acaba por desacreditar a classe médica e, pior, coloca em risco a vida das pessoas. A entidade sindical também exige rigor na apuração das denúncias sobre a máfia das próteses.
Esses cartéis são formados por fornecedores de equipamentos médicos – principalmente os de órteses e próteses –, por hospitais, médicos e advogados, que aproveitam do próprio usuário dos planos para pressionarem o poder Judiciário e a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para que autorizem a compra e a utilização de equipamentos muitas vezes desnecessários e bem mais caros que os convencionais.
Quando os planos de saúde não concordam com o uso de determinado equipamento por ausência de necessidade técnica, os usuários muitas vezes são orientados a buscar o Judiciário para obter liminar que derrubam a decisão inicial dos planos.
Assim, os planos são obrigados a autorizarem as indicações do médico assistente que se beneficia do esquema, somando pontos, créditos e comissões junto às distribuidoras de equipamentos. Há planos de autogestão que já foram autuados pela ANS com multas previstas no valor de até R$ 1 milhão.
Prática ilegal prejudica usuários dos planos
“Esta prática é um descalabro. Ela prejudica os planos de autogestão em saúde porque onera desnecessariamente as despesas básicas, bem como prejudica todos os usuários dos planos”, afirmou o presidente do Sindicato, Eduardo Araújo.
Assista, abaixo, as reportagens exibidas pelo Fantástico nos dias 4/1 e 11/1, que denunciaram parcela deste universo. Nas matérias, foram expostos pequenos e médios distribuidores, mas a fraude é muito maior do que até agora foi demonstrado.
Da Redação


























































































































































