Os mais de 250 delegados ao 20º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil, encerrado no último domingo após três dias de intensos debates e discussões, aprovaram na plenária final a pauta de reivindicações do funcionalismo que será levada para a mesa de negociação permanente.
“As resoluções são resultado dos trabalhos e debates das mesas temáticas e vão ao encontro dos anseios e necessidades dos bancários do BB”, explica o presidente do Sindicato, Rodrigo Britto. “O próximo passo agora é intensificar a mobilização nos locais de trabalho, de modo a construir uma campanha à altura dos desafios que temos pela frente”, complementa.
Os relatórios finais que compõem a pauta serão divulgados pelo Sindicato tão logo sejam acertados os últimos detalhes da redação.
Confira na sequência algumas das resoluções:
Saúde e Condições de Trabalho
– Fortalecimento do programa de Atenção Integral à Saúde, que na visão dos presentes está sendo colocado em segundo plano pela atual gestão da Cassi e do banco.
– Recomposição das equipes de saúde da família nas unidades Cassi.
– Melhorar o atendimento nas unidades, e quando for o caso, rever a dotação das mesmas.
– Implantação imediata do Plano Odontológico.
– Cobrar o fim do assédio moral nas dependências do banco, punindo de forma exemplar os responsáveis por estas práticas e impedindo o estabelecimento de metas abusivas. Criação de comissões mistas, banco/sindicato, para apuração dos responsáveis, incluindo jornadas sobre assédio moral e conscientização, patrocinadas pelo sindicato.
Papel do BB e as incorporações
– Defender a regulamentação do Art. 192 da Constituição Federal – Sistema Financeiro Nacional.
– Defesa do BB como banco público, com ações como:
*Campanha junto aos funcionários esclarecendo sobre um banco público com função social (RSA, spread adequado, respeito aos direitos trabalhistas, etc).
*Estender o debate à sociedade e aos movimentos sociais organizados, inclusive.
*Utilizar ferramentas como abaixo-assinados, etc.
– Preservar os direitos dos funcionários incorporados, estendendo os direitos dos funcionários do Banco do Brasil a eles e vice-versa, no que for melhor (visando uma plataforma comum).
– Não aceitar demissões de funcionários egressos dos bancos incorporados.
– Não aceitar transferências compulsórias de funcionários.
Remuneração e PCCS
– Fim da Lateralidade com a volta do pagamento das substituições.
– Critérios objetivos para as nomeações de comissionados.
– Cumprimento da jornada de 6 horas, inclusive os comissionados.
– Isonomia para funcionários novos e antigos e adquiridos, pautando-se pela manutenção do maior benefício.
– Fim dos caixas flutuantes/itinerantes. Os caixas executivos devem ser todos efetivos e devem pertencer ao quadro das agências.
– Lutar pela isonomia total.
– Aumentar a dotação das agências com a reposição das vagas existentes.
– Piso do Dieese para o PCCS.
– Não ao projeto USO.
Organização do movimento
– Campanha Salarial unificada com mesas específicas concomitantes.
– Articular a campanha nacional do BB com outras categorias e com outros movimentos sociais.
– Representação de 1 delegado sindical por dependência com pelo menos 1 para 50.
– Luta contra a terceirização em todos os níveis e a substituição dos mesmos por concursados.
Fonte: Rede de Comunicação dos Bancários


























































































































































