50 anos do golpe militar

0

Hoje, 31 de março, o golpe militar de 1964 completa 50 anos. Durante os 21 anos de repressão política, censura e limitação da liberdade de expressão e opinião, o Sindicato dos Bancários de Brasília também foi alvo de intervenções da ditadura e, hoje, busca por documentos de militantes bancários e da entidade que se perderam no período da ditadura militar.

À época, arquivos do Sindicato foram guardados por vários militantes, na intenção de impedir que militares tivessem acesso e, por consequência, destruíssem documentos importantes da história dos bancários de Brasília. Tendo em vista que um dos objetivos do sistema antidemocrático era sucumbir a luta por trabalhadores, foi de suma relevância que a categoria se mobilizasse para resguardar informações.

O golpe

Após renúncia de Jânio Quadros, em 1961, militares se mobilizaram para tomar o poder, impedindo o vice-presidente, João Goulart, de ocupar o cargo. A resistência dos militares se tornou ainda maior quando, ao assumir a presidência, Jango adotou discurso considerado de esquerda e implementou políticas voltadas ao trabalhador.

O golpe de 1964 se originou a partir da mobilização das Forças Armadas – mesmo que sem comoção integral dos militares -, da Igreja Católica e de organizações da sociedade civil. Os Estados Unidos da América, potência dominante da época, apoiou o golpe por meio da Operação Brother Sam. Foram enviadas embarcações com seis destróieres com 110 toneladas de munição, um porta-aviões, um porta-helicópteros e quatro petroleiros com 553 mil barris de combustível.

Onze dias após a tomada do poder, o general Humberto de Alencar Castello Branco foi nomeado presidente da república pelo Congresso Nacional.

Apesar da resistência, a democracia deu lugar ao estabelecimento da ditadura militar, que, durante 21 anos controlou o país. Além de violar os direitos humanos, o período deixou marcas na economia brasileira. Mesmo com o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), a renda real média dos trabalhadores caiu e, coma crise da dívida pública, houve hiperinflação e aumento da desigualdade social.

Por causa da repressão política, imposta pela Lei de Segurança Nacional, muitos militantes se tornavam alvo de perseguição por serem contra o novo regime. Sindicalistas e seus familiares foram torturados e cassados.

Em 1985, o regime militar chegou ao fim. Tancredo Neves foi eleito indiretamente e se tornou o primeiro presidente civil desde o golpe.



Da Redação