Aumento real de 5%, adoção do piso do Dieese (estimado em torno de R$ 2.200), extensão da PLR a todos os afastados por licença-saúde, fim da terceirização e a regulamentação do Sistema Financeiro Nacional. Essas são algumas das prioridades definidas no 6º Congresso dos Bancários de Brasília, realizado pelo Sindicato neste sábado, e que serão agora levadas para debate na 12ª Conferência Nacional, que ocorre entre os dias 23 e 25 de julho, no Rio de Janeiro, para definir a estratégia e as reivindicações da categoria. No encontro, também foram eleitos os 24 delegados que representarão os bancários de Brasília na Conferência.
O evento aconteceu no Teatro dos Bancários, na sede da entidade, e contou com a participação de bancários de todos os bancos, públicos e privados. Assim como o Ciclo de Palestras que o precedeu, na quinta e sexta-feira, o 6º Congresso foi transmitido em tempo real pela página do Sindicato na internet.
O objetivo do encontro foi realizar uma discussão ampla da nossa Campanha Nacional, já que as particularidades de cada banco foram discutidas em outras ocasiões. Levaremos agora à Conferência Nacional os posicionamentos de Brasília, além de propostas de táticas para a Campanha, afirma Rodrigo Britto, presidente do Sindicato. A hora é de mobilização, e os bancários devem se manter atentos para o calendário e as atividades da campanha, que está começando.
Análise de conjuntura
O Congresso teve início logo pela manhã, com exposição e debate sobre conjuntura política e econômica. Responsável pela análise da conjuntura econômica, o coordenador do Dieese no DF, Clóvis Scherer, ressaltou a oposição entre as perdas acumuladas nos últimos dois anos pelos países centrais do capitalismo e o bom momento pelo qual passa a economia brasileira e lembrou a melhora na situação do emprego formal e da distribuição de renda. Há um consenso entre os analistas de que o crescimento do PIB deve ficar próximo de 7% este ano. Sendo assim, a produtividade da economia deve fechar o ano com um aumento de cerca de 3%. Se quisermos elevar a fatia dos trabalhadores no total do bolo das riquezas produzidas, é forçoso elevar o aumento real dos salários acima destes 3%, sugeriu.
Em sua análise da conjuntura política, a deputada distrital e bancária Erika Kokay detalhou a situação política peculiar do DF. Apesar de possuir o maior orçamento público anual (de 21 bilhões de reais) dentre todas as unidades da federação e a maior renda per capita, o DF acumula, segundo ela, os piores indicadores na cobertura de saúde da família e de atendimento odontológico, entre outros.
Isso acontece devido à falência do estado no Distrito Federal. Nos últimos anos, o GDF deixou de ser público e se tornou uma atualização das capitanias hereditárias, nas quais o governante é também o dono da coisa pública. Há muitos anos que o GDF passou a ser loteado entre os apoiadores dos nossos governantes, dando margens a situações absurdas, como os contratos esdrúxulos com empresas privadas e a indicação de pessoas sem a menor qualificação para o exercício de funções de chefia, justificou, ilustrando sua argumentação com novas informações das investigações da operação Caixa de Pandora.
Participação
O 6º congresso contou também com a participação de Paulo Estevão, bancário do Banco do Brasil da cidade de Goiânia, que se deslocou até Brasília para participar do Ciclo de Debates e do 6º Congresso, na condição de observador. Em nossa cidade, a luta bancária está muito menos desenvolvida que aqui em Brasília. Para mim, é uma oportunidade privilegiada comungar de toda essa rica discussão, e ver a potencialidade que o movimento sindical bancário pode atingir, frisou.
Moções de repúdio
Além de um manifesto que faz uma reflexão sobre o papel do Banco do Brasil na economia brasileira, o 6º Congresso também aprovou duas moções de repúdio. Uma relativa ao processo de discriminação na implantação do PFG na Caixa aos empregados: do Reg/Replan não saldado; com ações judiciais sobre redução de jornada; e dos grupos de funções não contemplados, como analistas, consultores, líderes de projeto, gerentes de mercado A. E outra contra a postura autoritária da direção do Banco do Brasil de descumprir o prazo de implantação do plano odontológico, o que demonstra falta de disposição para discutir os critérios de comissionamento e descomissionamento, bem como as alterações necessárias para que os funcionários sejam valorizados num novo PCCS.
Veja as propostas aprovadas pelo 6º Congresso dos Bancários de Brasília:
Inflação do período mais 5% de aumento real.
Piso do Dieese (cerca de R$ 2.200).
Elaboração de estudo sobre o perfil do bancário.
Negociar projeto de prevenção e promoção da saúde, com a participação do Sindicato na elaboração e fiscalização.
Negociar a redução das taxas de juros e ampliação dos prazos em reestruturação de dívidas de funcionários.
Contratação e regulação de toda a remuneração variável.
Constar em cláusula o compromisso dos bancos de não terceirizar as atividades bancárias.
Cobrar dos candidatos ao governo a regulamentação do sistema financeiro nacional e a manutenção dos bancos públicos e do seu papel social.
Mobilizar todos os trabalhadores pelo fim da discriminação contra os bancários vítimas de doenças ocupacionais, abordando a temática do assédio moral.
Incentivar a criação de grupos de apoio ao bancário adoecido em todos os sindicatos filiados à Contraf-CUT.
Incluir no calendário de campanha um dia de luta para denunciar os problemas de saúde e segurança na categoria.
Cobrar o pagamento da PLR a todos os bancários em licença-saúde, independentemente do prazo de afastamento.
Transversalizar o debate da campanha não só com questões sobre gênero, raça e diversidade, mas também envolvendo a precarização das condições de trabalho dos funcionários terceirizados
Nas negociações da Caixa, observar as peculiaridades da implantação do PFG, que dividiu os trabalhadores e criou verbas como a APA e extinguiu cargos.
Defesa do BRB como banco público.
Fortalecer a mesa temática de saúde do trabalhador com a Fenaban
Buscar negociação banco a banco para a efetiva implantação do programa de reabilitação profissional constante da cláusula 40 da CCT 2009/2010.
Realização de estudo sobre saúde mental x trabalho no ramo financeiro com corte de gênero, raça, orientação sexual e PCD.
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