Adesão cresce e greve chega ainda maior à segunda semana

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Os bancários de Brasília continuam firmes e fortes na paralisação nacional da categoria, que entra hoje na segunda semana pressionando os bancos a apresentarem uma contraproposta que atenda as reivindicações dos trabalhadores. Crescente desde o início em todo o país, o movimento no Distrito Federal registrou na sexta-feira (1º) aumento de adesão superior a 20% em relação ao segundo dia.

“Entramos na segunda semana da greve com força total. Os bancários que ainda não aderiram ao movimento devem se juntar aos que já estão parados para que nossa paralisação se fortaleça ainda mais. É hora de mostrar por que somos uma das categorias mais organizadas do país”, afirma Rodrigo Britto, presidente do Sindicato, ao convocar todos a intensificar ainda mais a paralisação.

Na sexta-feira, a greve no DF cresceu substancialmente nos bancos privados. E no Banco do Brasil e na Caixa Econômica Federal ganhou novas adesões tanto nas agências espalhadas pelo Plano Piloto e regiões administrativas quanto nos edifícios administrativos.

“Os únicos responsáveis pela greve são os banqueiros, que se limitaram a oferecer 4,29% de reajuste, índice que repõe apenas a inflação do período, sem qualquer ganho real para a categoria bancária, além de rejeitarem as demais reivindicações sobre saúde, emprego e segurança. É inadmissível que um sistema tão rentável quanto o financeiro mantenha uma postura tão intransigente”, critica Eduardo Araújo, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil e diretor do Sindicato.

Nova assembleia organizativa hoje, às 17h, no SBS.

Rodrigo Couto
Do Seeb Brasília