Crédito: Contraf-CUT
Em que pese o desespero de muitos e muitas de nós que contratamos este serviço, uma coisa é certa: esta categoria está promovendo uma verdadeira revolução nas relações de trabalho deste país. Uma nação inteira irá aprender no amor ou na dor, o verdadeiro valor do trabalho doméstico na vida de homens, e especialmente de mulheres, neste país.
As famílias terão que conversar mais a respeito do assunto, se terão ou não condições financeiras de encarar a nova lei. Caso contrário terá que redistribuir tarefas entre todos e todas que dependam deste trabalho para produzir e viver. Quem depende deste trabalho? Não somente o núcleo familiar formalmente conhecido, como também todo um sistema sócio econômico, popularmente conhecido como capitalismo.
Ora, para que um trabalhador ou trabalhadora possa produzir, gerar lucro e consumir, todos irão precisar do trabalho feito na retaguarda do processo, ou seja, ninguém consegue produzir sem o trabalho reprodutivo, sem alguém que dê as condições mínimas de higiene e cuidado da prole.
As relações compartilhadas, que antes não passava de um conceito vago, hoje será vivenciada na prática com a nova lei. E onde não é possível compartilhar, pois sabemos que uma parcela significativa das mulheres mantêm seus lares e filhos e filhas sozinhas, o Estado terá que cumprir seu papel na promoção de políticas públicas, com creches, lavanderias e restaurantes públicos.
Deise Recoaro
Secretaria de Mulheres da Contraf-CUT


























































































































































