A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) realizou nesta quarta-feira 7, em São Paulo, seminário sobre o papel do sistema financeiro em relação o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Ao final, os bancários aprovaram uma série de propostas que serão encaminhadas ao PAC via CUT.
– ‘Não ao leilão da folha de pagamento do INSS’
– CUT realiza III encontro nacional da Juventude
A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) realizou nesta quarta-feira 7, em São Paulo, seminário sobre o papel do sistema financeiro em relação o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Ao final, os bancários aprovaram uma série de propostas que serão encaminhadas ao PAC via CUT.
O PAC está aberto a discussão e vamos apresentar nossas bandeiras históricas de luta neste momento em que o crescimento econômico está em pauta, afirma Eduardo Araújo, diretor do Sindicato, que participou do seminário.
Entre os pontos defendidos pela Contraf-CUT na direção de um sistema financeiro que contribua para o desenvolvimento estão a redução drástica do spread e das tarifas bancárias, a ampliação e direcionamento do crédito voltado para a geração de emprego e a distribuição de renda.
Outra preocupação dos bancários é com o papel do Banco Central e com a democratização do Copom. Os trabalhadores querem que o Bacen tenha metas de crescimento para o país, geração de emprego e controle dos preços, informa Eduardo Araújo.
O presidente da CUT, Artur Henrique, participou do seminário da Contraf, que teve como palestrante a professora de economia da Unicamp Maria Alejandra Madi. A CUT vai realizar um seminário nacional para discutir uma proposta para o crescimento do país. É importante que antes deste seminário nacional, os ramos organizados da CUT discutam internamente e nos tragam suas propostas, comentou.
A professora da Unicamp destacou a importância do papel assumido pelo Estado brasileiro proposto pelo PAC. Não se trata de um plano de ações, um pacote como se fazia há alguns anos, para conduzir a economia rumo ao crescimento, mas são medidas indutoras. A idéia é o Estado incentivando a iniciativa privada, mas com investimentos diretos e desoneração fiscal que podem se espalhar pela sociedade, aponta. Por contar com as respostas da sociedade e do mercado, as medidas incluem um grau de incerteza dependente dessa reação.
Êxito depende de emprego e juros
A CUT aprovou em sua reunião da executiva nacional, dia 31 de janeiro, documento que será entregue ao governo federal defendendo a posição de que o PAC só terá êxito, como dinamizador da economia, com a fixação de metas de empregos formais, com a redução dos juros e contrapartidas sociais.
O documento defende ainda a ampliação e democratização do Conselho Monetário Nacional, obrigatoriedade de reinvestimento de lucros do sistema financeiro no fundo de investimento em obras de infraestrutura, instauração de comissões setoriais tripartites de acompanhamento dos acordos realizados, retirada do atual mecanismo de limitação das despesas com funcionalismo para cada um dos poderes da União e sua discussão na mesa nacional de negociação permanente, novas regras para o uso do FGTS e participação das centrais sindicais no Comitê Gestor para acompanhamento e avaliação dos projetos de investimento do PAC.
O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese) também divulgou estudo avaliando que os pontos mais importantes do PAC são os que têm impacto mais direto sobre os trabalhadores e a retomada do papel do Estado como indutor do crescimento econômico.


























































































































































