Após terem sido protagonistas da maior greve dos últimos 20 anos, os bancários assinaram nesta sexta-feira (29), no Rio de Janeiro, os acordos aditivos da Convenção Coletiva do Trabalho 2010/2011 relativos às questões específicas dos trabalhadores do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal.
"A forte mobilização do funcionalismo do BB conquistou piso salarial de R$ 1.600, o que representa 13% de reajuste (aumento real de 8,71%) para todos os VPs. E alcançou reajuste de 7,5% (aumento real de 3,08%) para todas as verbas salariais, incluindo comissões e VRS", lembra Eduardo Araújo, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB). Arrancou ainda a implantação da Carreira de Mérito como parte de um Plano de Carreiras e Remuneração (PCR) com efeitos retroativos a 2006. Sem contar a PLR, cujo acordo foi assinado à parte e já foi depositado na conta dos bancários.
Somente depois da assinatura do acordo com o BB é que serão realizados os acertos de pagamento e também se iniciará o processo de reclassificação das ausências.
Os empregados da Caixa também tiveram avanços importantes na Campanha Nacional 2010, consolidando um processo que vem desde 2003. As conquistas vão do reajuste de 7,5% em todas as verbas salariais, elevação do piso de ingresso para R$ 1.600 (o que representa 10,11% de reajuste) e para R$ 1.637 após 90 dias (o que significa reajuste de 12,74%), além de um acréscimo linear de R$ 39,00 em todas as referências do PCS de 2008. Os empregados conquistaram ainda uma PLR Social, equivalente a 4% do lucro líquido, distribuídos de forma linear para todos os empregados.
“A assinatura do acordo simboliza o fim de uma campanha nacional vitoriosa. Além do reajuste de 7,5% para todos os empregados e da elevação do piso de ingresso, conquistamos uma PLR Social, equivalente a 4% do lucro líquido, distribuídos de forma linear para todos os empregados”, destaca Enilson da Silva, diretor do Sindicato e empregado da Caixa.
Caixa paga PLR nesta sexta-feira
A Caixa paga nesta sexta-feira o total da regra básica da PLR, que corresponde a 90% do salário, mais R$ 1.100,80 com teto de R$ 7.181 ou limitado a 13% do lucro líquido projetado de 2010, o que ocorrer primeiro. Considerando a projeção conservadora do lucro deste ano em R$ 2,550 bilhões, o total de 13% do lucro virá primeiro e será insuficiente para a aplicação integral da regra básica. Desta forma, nos moldes do ano passado, será usado um redutor de 35%.
Também será creditado o total da parcela adicional da PLR que, diante da projeção do lucro de 2010, deve ficar em torno de R$ 620.
Além disso, a Caixa deposita a metade da PLR Social, conquistada com a greve deste ano, que garante a distribuição do total de 4% do lucro líquido, também dividido igualmente pelo número de empregados. Tendo em vista a projeção do lucro de 2010, cada empregado recebe agora aproximadamente R$ 620.
“As importantes conquistas alcançadas tanto no acordo do BB quanto no da Caixa só foram possíveis depois da grande adesão dos bancários na greve de 15 dias, caracterizada como a maior das últimas duas décadas”, afirma Rodrigo Britto, presidente do Sindicato.
Da redação, com informações da Contraf-CUT


























































































































































