Bancários cobram responsabilidade social dos patrões nas atividades em Ceilândia e Taguatinga

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O diretor da FetecCN José Herculano conversa com clientes na agência da Caixa de Taguatinga Centro

A professora Deise Rodrigues é cliente da agência do BRB do centro de Taguatinga e conta que, das vezes em que esteve na unidade no mês de setembro, ficou aguardando atendimento das 11h às 16h, ou seja, da sua abertura até o fim do atendimento ao público. Ela estava indignada e denunciou essa situação de descaso dos bancos à reportagem do Sindicato durante a visita dos diretores da entidade às agências de Taguatinga e Ceilândia, nesta quinta-feira 15.

 

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 Agência da Caixa em Ceilândia

A situação enfrentada por Deise e tantos outros clientes reflete uma parte da realidade da maioria dos bancos: longas filas por causa do número insuficiente de funcionários, embora as instituições financeiras, batendo a cada período recordes de lucros, tenham todas as condições de fazer as contratações necessárias, uma das reivindicações dos bancários na Campanha 2011.

 

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Márcio Teixeira, diretor do Sindicato em agência de Taguantinga Norte  

Durante o ‘arrastão’ pelas agências da região, os diretores conversaram com os bancários e com a população sobre precarização do emprego e da falta de responsabilidade social dos bancos com os empregados e com a sociedade. “O banco é uma concessão pública e não age com a responsabilidade social de fato  com os funcionários, clientes e usuários. Os lucros são altos e não há retorno em forma de serviços e valorização da categoria por parte dos banqueiros”, ressalta Cristiano Severo, diretor do Sindicato.

 

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 Agência lotada em Ceilândia

 

“O Sindicato vem realizando uma série de manifestações para pressionar os bancos a mudar essa realidade. É preciso que todos participem da Campanha, somando forças para os embates, ainda mais diante da série de “nãos” que os patrões têm dado nas negociações”, afirma Wandeir Severo, diretor do Sindicato.

 

A professora Deise concorda com a luta dos bancários e afirma que sente na pele a falta de funcionários, além das taxas abusivas cobradas pelos serviços bancários. “Eles cobram pacotes de serviços e kits que eu não pedi. Me sinto explorada com essa situação”, diz.

Greve

 

Os dirigentes sindicais informaram ainda sobre o andamento das negociações e pediu o apoio de todos numa eventual greve. “Só mobilizados é que conseguiremos resultados. A nossa maior força é a unidade nesse atual cenário de intransigência dos patrões e temos que estar preparados para uma possível greve se a situação continuar assim”, comenta Francinaldo Araújo, diretor do Sindicato.

 

Thaís Rohrer
Do Seeb Brasília