Bancários do Banco do Brasil aprovam proposta conquistada com luta

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A greve do Banco do Brasil no DF acabou após 16 dias de ampla mobilização. Os bancários conseguiram arrancar uma proposta da direção do Banco do Brasil e a aprovaram em assembleia neste 9 de outubro.  O acordo contempla a negociação do Plano de Carreira, Cargos e Salários (PCCS) com prazo definido, valorização de 9% no piso, anúncio da contratação de 10 mil novos funcionários e uma cláusula de combate ao assédio moral. Além dos benefícios do acordo da convenção nacional. “Quero parabenizar todos que participaram da greve. Muitos ativamente nos comitês de esclarecimento para fortalecer o movimento da categoria”, ressalta Rodrigo Britto, presidente do Sindicato.

Os bancários não terão os dias parados descontados na folha de ponto. Os 16 dias de greve deverão ser compensados até 15 de dezembro. “Uma batalha já foi vencida, mas a luta não acabou. Por isso, temos que continuar unidos e em novembro começar os avanços com o PCCS”, afirma Rafael Zanon, diretor do Sindicato.

Veja a proposta na íntegra:

Reajuste – 6% de reajuste, de acordo com proposta da Fenaban, correspondendo a 1,5% de aumento real.

PCCS – O banco colocará no Acordo Aditivo cláusula garantindo a retomada da mesa temática para tratar o Plano de Carreira, Cargos e Salários a partir de novembro e com prazo de definição até junho de 2010. Dentre outros temas serão discutidas as questões relativas à promoção por mérito, jornada de seis horas, sétima e oitava hora etc.

Valorização do Piso – o banco reajustará em 9% o VP do E 1, corrigindo todo o VP do PCS no mesmo percentual.

PLR – Foi reafirmado o modelo de PLR praticado nos anos anteriores, sendo que para o pagamento do primeiro semestre de 2009 o valor será cerca de 6% menor que o do primeiro semestre de 2008 em virtude do montante a ser distribuído ser equivalente, mas ter aumentado em cerca 9.300 funcionários, elevando o número de beneficiários.

Assédio moral – o banco apresentou proposta de cláusula sobre assédio moral, comprometendo-se a implementar o Programa de Gestão da Ética, que tem como objetivo o "combate ao assédio moral e outros eventuais desvios comportamentais". O programa prevê o lançamento de uma Cartilha sobre o tema nos próximos 15 dias. Serão implantados também Comitês Regionais de Ética em todos os estados do País, contando com a participação de funcionário escolhido por eleição direta, acompanhada pelo sindicato local.

Isonomia – os abonos assiduidades poderão ser acumulados e/ou vendidos por todos os funcionários, inclusive os pós 98. Além disso, o banco anunciou que está regularizando a situação dos funcionários pós-98 no que diz respeito ao acesso de recurso do Pavas (Programa de Atendimento a Vítimas de Assaltos e Sequestros), que deixa de ser de ressarcimento e passa a ser de antecipação de recurso.

Contratações – O banco contratará mais 10 mil funcionários, sendo 5 mil em 2010 e os outros 5 mil em 2011. Contratará ainda 5 mil adolescentes aprendizes.

Equidade de gênero – será implementado programa de equidade de gênero para garantir ascensão profissional mais eqüitativa para as mulheres, conforme princípios definidos pela Secretaria Especial da Mulher do governo federal.

SESMT – cumprindo o que determina a NR 4, o banco implantará plataformas de SESMT em todas as unidades da federação, sendo que haverá um setor de controle em Brasília.

Lateralidade – Além da volta das substituições nas agências com até sete funcionários, o banco estenderá o fim da lateralidade aos primeiros gestores, sendo que o substituto deverá ser da mesma unidade.

Férias – O banco incluirá no acordo cláusula que permita aos funcionários com mais de 50 anos antecipar e parcelar férias, antiga reivindicação dos trabalhadores.

Igualdade – O banco ampliará de 5 para 30 dias a licença-adoção para pais solteiros e homoafetivos.