O Comando Nacional dos Bancários entregou à Fenaban (Federação Nacional dos Bancos), nesta quarta feira (11), a minuta de reivindicações da Campanha Nacional deste ano. Além do reajuste de 11%, os bancários exigem também o aumento dos pisos salariais aos níveis calculados pelo Dieese (atualmente em R$ 2.100,00), PLR maior, mais contratações, fim das metas abusivas, garantia de planos de cargos e salários justos e de igualdade de oportunidade para todos, entre outros pontos.
A primeira rodada de negociações será realizada na semana que começa no dia 23, em data a ser definida ainda esta semana.
“Os bancos estão lucrando como nunca, batendo recorde após recorde. É justo que os trabalhadores peguem sua fatia nesse bolo, aumentando sua participação nos resultados auferidos. Cada vez mais o lucro dos banqueiros é construído com o sofrimento de uma parte significativa da categoria. Temos que nos mobilizar e exigir nossos direitos. A sociedade merece um sistema financeiro que atenda bem, com menos custos e mais crédito”, afirma Rodrigo Britto, presidente do Sindicato, resumindo os objetivos da Campanha Nacional.
Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT, reiterou que a Campanha Nacional 2010 não deve ser meramente economicista, como apontaram os bancários nas consultas feitas pelos sindicatos e pela pesquisa nacional da Contraf-CUT. "Além de mais remuneração, a categoria deixou claro que exige mais qualidade de vida e não suporta mais o assédio moral e as metas abusivas. As pessoas devem estar em primeiro lugar", afirmou ele durante a entrega da minuta ao presidente da Fenaban, Fábio Barbosa.
Calendário de mobilização
O Comando Nacional dos Bancários reúne-se na tarde desta quarta-feira na sede da Contraf-CUT, em São Paulo, para definir o calendário de mobilizações da campanha.
A pauta de reivindicações da Campanha Nacional 2010 foi definida na 12ª Conferência dos Bancários, realizada no Rio de Janeiro entre 23 e 25 de julho, coroando um amplo processo democrático de discussão com a categoria. As principais demandas da campanha são as seguintes:
Remuneração e Previdência
– Reajuste salarial de 11% (inflação do período mais 5% de aumento real).
– Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de três salários mais R$ 4 mil para cada funcionário
– Piso salarial no valor do salário mínimo do Dieese (R$ 2.157,88).
– Elevação do auxílio-refeição, cesta-alimentação, 13ª cesta-alimentação e auxílio-creche/babá para o valor de um salário mínimo para cada item
– Previdência Complementar para todos os bancários
Emprego
– Mais contratações
– Ampliar a contratação de mulheres, negros e pessoas com deficiência, garantindo igualdade de oportunidades
– Garantia de emprego
– Reversão das terceirizações
– Qualificação e requalificação profissional
Saúde do Trabalhador
– Fim das metas abusivas
– Combate ao assédio moral
– Prevenção contra os riscos de adoecimentos
– Programa de Reabilitação Profissional em todos os bancos
– Promoção da saúde da mulher
– Assistência médica, hospitalar, odontológica e medicamentosa
– Manutenção de todos os direitos aos afastados por problemas de saúde
Segurança Bancária
– Assistência médica e psicológica às vítimas de assaltos, sequestros ou extorsões
– Ampliação dos equipamento de prevenção
– Adicional de risco de vida de 30% para agências, postos e tesouraria
– Proibição de transporte de valores e guarda das chaves pelos bancários
– Estabilidade provisória para vitimas de assaltos, sequestros e extorsões
Sistema Financeiro
– Regulamentação do artigo 192 da Constituição Federal
– Regulamentação da remuneração dos executivos
– Democratização e ampliação do Conselho Monetário Nacional (CMN)
– Regulamentação do papel social dos bancos
– Fim dos correspondentes bancários
– Fortalecimento dos bancos públicos


























































































































































