
Os trabalhadores estão sendo chamados a participar de uma vigília promovida pelo Sindicato a partir das 8h desta quarta (21), em frente da Matriz I, para acompanhar a audiência de conciliação entre os trabalhadores e a direção da Caixa que estará sendo realizada de manhã no Tribunal Superior do Trabalho (TST).
Há expectativa de que saia alguma proposta durante a conciliação a ser submetida aos bancários. Por isso, foi convocada assembleia para as 17h, em frente à filial da Caixa, no Setor Bancário Sul.
A assembleia dos funcionários da Caixa na tarde desta terça (20) decidiu manter a paralisação diante da ausência de nova proposta da direção do banco para as reivindicações dos trabalhadores.
As falas durante a assembleia demonstraram a indignação dos trabalhadores com a postura da direção da Caixa. “Nós repudiamos o desrespeito da Caixa ao fechar os canais de diálogo com os trabalhadores e tentar apelar à Justiça como fazem governos ditatoriais. Nós vivemos numa democracia e temos que ser respeitados”, desabafou o diretor do Sindicato Raimundo Félix.
Atividades do dia
O 27º dia de greve mostrou a forte mobilização dos bancários com atos no Matriz I e II. Empregados da Caixa e de outros bancos participaram das manifestações realizadas durante a manhã. “Queremos negociar de forma séria com a Caixa. Tem de ocorrer um diálogo de fato que atenda as reivindicações dos bancários”, frisa Rodrigo Britto, presidente do Sindicato.
As entradas dos prédios, os estacionamentos e as ruas próximas do local estavam tomados com os bancários segurando faixas e distribuindo os informativos, acompanhados pela banda Sopro Quente, para cobrar a responsabilidade social do banco. Os integrantes da comissão de esclarecimento procuraram convencer os colegas que ainda não participam a entrarem na greve.
A Caixa continua intransigente e assedia os empregados a voltar ao trabalho, mesmo com a greve acontecendo e sem negociar as reivindicações. “A empresa tem que dar melhores condições de trabalho e salário para os bancários e oferecer atendimento adequado para a população”, ressalta André Nepomuceno, secretário-geral do Sindicato.
A empresa não dialoga com a categoria durante as negociações e mantém uma postura de repressão. Durante as manifestações desta terça-feira (20) a usual dose de autoritarismo da Caixa foi demonstrada. Os gestores convocaram a Polícia Militar para tentar intervir nas atividades pacíficas dos bancários, que usam seu direito legal de greve.
Esclarecimentos jurídicos
A audiência de tentativa de conciliação convocada pelo Ministro do TST tem o objetivo de tentar buscar um consenso que ponha fim à greve.
Não tendo sucesso a tentativa de conciliação nesta(s) audiência(s), é nomeado um Ministro Relator que terá a incumbência de encaminhar o processo para as provas e julgamento da greve. Nesta fase ainda é possível chegar-se à conciliação.
Na hipótese de haver julgamento e se considerar que houve abuso no exercício do direito de greve, a Decisão do TST será no sentido de dar um prazo para que os empregados retornem ao trabalho.
Os empregados somente precisarão retornar ao trabalho se o TST assim o determinar – concedendo então um prazo para tal retorno. Mas esta hipótese é pouco provável, por uma razão muito simples: na petição de Dissídio da Caixa, ela pede que seja determinado o retorno ao trabalho porque já foi assinada a Convenção com a Fenaban, omitindo o fato de ela própria (em circular interna) ter se comprometido em negociar o Acordo, após a pactuação com a Fenaban.
Por este motivo, considera-se que o direito de greve está sendo exercido de forma legal, e, segundo especialistas, o ajuizamento do Dissídio Coletivo não deve ser motivo de preocupação.


























































































































































