Bancários mostram força e pressionam banqueiros no sexto dia da greve

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Os bancários não abrem mão de aumento real e melhorias nas condições de trabalho, o que inclui mais segurança, saúde e garantia de emprego. Na luta pelo atendimento dessas e outras reivindicações, que estão sendo negligenciadas pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), a categoria completou nesta segunda-feira (4) seis dias de greve. Nacional, a paralisação cresce a cada dia, à medida que mais trabalhadores se revoltam com a proposta rebaixada dos banqueiros, que ofereceram 4,29%, índice que repõe apenas a inflação do período, rejeitando as demais demandas.  
 
Uma prova da indignação dos bancários com a ausência de proposta dos bancos desde o início da greve é o grande número de agências fechadas tanto em Brasília quanto no restante do país. “Esse expressivo número de unidades paralisadas nos 26 estados e no Distrito Federal mostra o tamanho do descontentamento dos bancários com o egoísmo dos banqueiros, que não querem repartir com os trabalhadores parte dos lucros estratosféricos alcançados em 2010”, afirma Rodrigo Britto, presidente do Sindicato e integrante do Comando Nacional dos Bancários.
 
Em Brasília, bancários de bancos públicos e privados seguem de braços cruzados pressionando a Fenaban a apresentar uma contraproposta decente. “Continuamos parados e fortes na luta para que nossas reivindicações sejam atendidas. Os bancos têm plenas condições de oferecer aumento real e melhorar nossas condições de trabalho”, observa Eduardo Araújo, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CE) e diretor do Sindicato.
 
Sem nova proposta, a assembleia dos bancários de Brasília, realizada ao final da tarde desta quarta-feira, aprovou a continuidade da greve. “Enquanto não houver proposta, seguiremos no movimento por tempo indeterminado. O fim da paralisação depende unicamente dos bancos”, destaca Enilson da Silva, diretor do Sindicato.
 
Nova assembleia na quarta-feira (6), às 17h, na Praça do Cebolão, no Setor Bancário Sul (SBS).
 
Greve inevitável
 
Em nota divulgada nesta segunda-feira, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) Nacional apoia a greve dos bancários. Na avaliação da Central, “trata-se de uma greve inevitável, forjada pela insensibilidade e inflexibilidade dos bancos, que a despeito de todo o lucro que vêm amealhando ao longo dos últimos anos e do ambiente estável e de crescimento econômico, construído pelos brasileiros e brasileiras, respondem à justa demanda dos bancários com uma proposta de reajuste que seria risível, não fosse ofensiva.”

Assinado pelo presidente da CUT, Artur Henrique, o texto “reivindica uma mudança de postura por parte dos bancos e o início de negociações em patamar diferente do atual, buscando garantir dignidade para os bancários.”

Rodrigo Couto
Do Seeb Brasília