Bancários negociam com o Banco do Brasil hoje e esperam soluções

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A Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil e a Contraf-CUT reúnem-se nesta quinta-feira 31 com a direção do BB para duas rodadas das negociações permanentes.

A Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil e a Contraf-CUT reúnem-se nesta quinta-feira 31 com a direção do BB para duas rodadas das negociações permanentes. “Essas reivindicações do funcionalismo são muito antigas e as negociações estão sendo entabuladas há meses”, diz Eduardo Araújo, diretor do Sindicato e da Contraf-CUT. “Precisamos solucionar essas questões com urgência, porque temos outros assuntos a discutir na mesa de negociação permanente.”

PCS

No caso do Plano de Cargos e Salários, o movimento sindical e o Banco do Brasil estão negociando um novo modelo desde 2003, quando foi criado um grupo de trabalho com a tarefa de elaborar um projeto. O grupo acabou, o ano terminou, novas campanhas começaram e o PCS até agora não foi resolvido.
Os sindicatos querem que o BB implante o novo modelo de PCS a partir de setembro, independente da data de fechamento da Campanha Nacional dos Bancários.

Verba Fixa

A Comissão de Empresa e os sindicatos também já cobraram inúmeras vezes o pagamento de todos os meses da verba 109, de R$ 31,80, que o BB vem descumprindo para os bancários.

A partir do Acordo Coletivo de 2004, todo funcionário do BB com salário de até R$ 1.500 (já abrangidas as verbas fixas de natureza salarial, como AFR, exceto ATS) recebeu um aumento de R$ 30 a título de verba 109. Mas o BB não vem depositando esse valor para inúmeros comissionados que têm o VR de até R$ 1.590 (corrigidos pelos 6% de reajuste da última campanha salarial).

No dia 2 de junho, a Comissão de Empresa enviou ao banco correspondência exigindo a imediata regularização. Quase três meses se passaram e até agora o banco não se posicionou.

Vale-transporte

Os bancários precisaram ir ao Ministério Público para tentar regularizar o pagamento do vale-transporte. Além de dificultar o acesso ao direito, o banco elevou de forma unilateral a participação dos funcionários descontada em folha. Em alguns casos, o valor representa um aumento de 100%. “Está na hora de menos retórica e mais ação na responsabilidade socioambiental”, reivindica Eduardo Araújo.