Bancários participam de marcha por reajuste do salário mínimo e da tabela do IR

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Organizada pelas principais centrais sindicais do país – CUT, CGTB, CGT, CAT, SDS, Força e Nova Central – a III Marcha Anual do

Salário Mínimo reuniu mais de 10 mil pessoas na quarta-feira 6 na Esplanada dos Ministérios.


Diretoria do Sindicato participa da Marcha do Salário Mínimo na Esplanada dos Ministérios

Organizada pelas principais centrais sindicais do país – CUT, CGTB, CGT, CAT, SDS, Força e Nova Central – a III Marcha Anual do Salário Mínimo reuniu mais de 10 mil pessoas na quarta-feira 6 na Esplanada dos Ministérios. A diretoria do Sindicato participou da manifestação.

Além do reajuste emergencial de 7,7% na tabela do Imposto de Renda (IR) – zerando a defasagem do governo Lula – as centrais sindicais reivindicaram para que seja ampliado de três para cinco o número de alíquotas. A marcha defendeu ainda aumento de 25% do salário mínimo, elevando-o dos atuais R$ 350 para R$ 420.

Imposto de Renda

Atualmente há uma faixa de isentos – os trabalhadores com renda líquida até R$ 1.257,12 – e outras duas, com alíquotas de 15% (entre R$ 1.257,13 a R$ 2.512,08) e 27,5% (acima de R$ 2.512,08). Com o reajuste de 7,7%, os valores sobre os quais incidiriam as diferentes alíquotas seriam respectivamente de R$ 1.354,80 e R$ 2.707,27, desonerando um importante contingente de trabalhadores. Posteriormente, a proposta propõe a adoção de alíquotas variáveis para os vencimentos acima de R$ 1.354,80: de 10%, até R$ 2.258,00; 20%, até R$ 4.516,00; 25%, até R$ 6.774,00 e de 27,5% acima deste valor.

Estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômico (Dieese), divulgado em novembro, revela como é possível a construção de uma nova estrutura do Imposto de Renda. A campanha também conta com a participação de movimentos populares. O objetivo é pressionar o governo federal e o Congresso Nacional pela efetivação de uma política permanente de valorização do salário mínimo, de debater com a sociedade a importância da elevação do salário mínimo como mecanismo de promoção de distribuição de renda e justiça social, além de incorporar a luta pela correção da tabela do Imposto de Renda e a redução da jornada de trabalho sem redução de salários.

“Como ocorreu nos dois anos anteriores, em que a pressão e as negociações arrancaram 25% de ganho real para o salário mínimo, a CUT e o Sindicato esperam que este ano os trabalhadores sejam beneficiados com aumento real e o reajuste da tabela do IR acima da inflação”, destaca o presidente do Sindicato, Jacy Afonso de Melo.

Essa é a terceira vez que o Sindicato dos Bancários de Brasília participa da Marcha Anual do Salário Mínimo. “A ação sindical não ocorre apenas no mês de data-base (setembro), mas sim durante todo ano, quando ocorrem negociações específicas em todos os bancos e manifestações como esta marcha”, explica Jacy Afonso.

Além de Jacy Afonso, a diretoria e funcionários do Sindicato também estiveram presentes na Marcha.

Para o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique da Silva Santos, chegar ao valor pedido pelas centrais depende de negociação. “É um processo de negociação que depende da pressão da sociedade”. Nesta quinta-feira 7, os dirigentes das sete centrais sindicais que organizaram a marcha se reúniram com os ministros do Trabalho, Luiz Marinho e da Previdência, Nelson Machado.

Cerca de 25 milhões de brasileiros recebem um salário mínimo por mês, entre eles 16 milhões de aposentados.