Estatísticas do Ministério da Previdência e Assistência Social (MPAS) acenderam o sinal amarelo na categoria bancária no mês dedicado à memória das vítimas de acidentes e doenças do trabalho: entre 2000 e 2005, 25 mil bancários receberam auxílio-doença devido a moléstias causadas por esforços repetitivos.
Estatísticas do Ministério da Previdência e Assistência Social (MPAS) acenderam o sinal amarelo na categoria bancária no mês dedicado à memória das vítimas de acidentes e doenças do trabalho: entre 2000 e 2005, 25 mil bancários receberam auxílio-doença devido a moléstias causadas por esforços repetitivos.
Os dados, compilados pela Folha de S. Paulo em reportagem sobre o tema publicada no último domingo 29, um dia depois do dedicado às vitimas de doenças ocupacionais, colocam os bancos em primeiro lugar no ranking dos Distúrbios Osteomoleculares Relacionados ao Trabalho (Dort), que incluem doenças da coluna, tendinite, bursite e LER (Lesão por Esforço Repetitivo).
Essa é uma realidade que o movimento sindical denuncia há tempos, mas que vem sendo ignorada sistematicamente pelos bancos. Eles se recusam a investir em prevenção de doenças, preferem gastar milhões com publicidade. O resultado dessa omissão é que a cada dia aumenta o número de casos de bancários afastado por moléstias do trabalho, criticou o presidente do Sindicato, Jacy Afonso.
Outro dado mostrado pela reportagem chama a atenção no setor bancário. Entre os 25,08 mil bancários que receberam o auxílio-doença, em apenas 8.700 casos os bancos reconheceram ter havido acidente de trabalho. Isso mostra a subnotificação por parte dos bancos, ou seja, em muitos casos a doença não é notificada pelas instituições financeiras, acrescentou.


























































































































































