Atendendo pedido do Comando Nacional, o BB reabriu as negociações nesta quarta-feira (30) para discussão do acordo coletivo específico dos funcionários do BB.
Na retomada das negociações no sétimo dia da greve nacional dos bancários, a empresa avançou em algumas reivindicações do funcionalismo: anunciou a contratação de três mil novos funcionários até 2010 e a criação de comitês de ética nos 27 Estados e no Distrito Federal com representação eleita pelos bancários, visando combater o assédio moral e "outros desvios comportamentais".
Nova rodada de conversação com o BB será mantida pelo Comando Nacional dos Bancários após a reunião com a Fenaban nesta quinta-feira em São Paulo.
Veja abaixo mais informações sobre o que rolou na reunião:
Interdito Proibitório – O negociador do informou que a direção da empresa não usará de tal expediente para frustrar o movimento paredista nem orientou seus administradores para uso da força policial contra grevistas, e aposta no diálogo para resolução deste conflito. O comando entende que a greve é o último recurso dos trabalhadores e, portanto, os bancários devem ter seu direito constitucional preservado.
Assédio Moral/Violência Organizacional – "Consideramos um avanço importante o banco aceitar essa antiga reivindicação do funcionalismo de que é preciso implementar uma política efetiva de combate ao assédio moral", disse o presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional, Carlos Cordeiro A participação direta do funcionalismo na apuração e no combate ao autoritarismo e assédio moral preservará a saúde física e mental dos funcionários que são agredidos por maus gestores diariamente.
Contratação de mais funcionários – "Também é positivo o BB contratar mais funcionários para melhorar as condições de trabalho, mas achamos que os três mil ainda são um número muito baixo”, completa Carlos Cordeiro. Esse número significa menos de um por unidade, já que o BB possui 4.928 agências A reivindicação apresentada pelo movimento sindical representa de três a quatro novos funcionários por agências porque isso impacta diretamente nas condições de trabalho e acompanha a evolução do número de clientes que o BB teve nos últimos anos.
Piso/PCCS/Jornada de 6 horas – O comando nacional insistiu na discussão sobre a valorização do Piso e da revisão do Plano de Cargos do BB e espera que o banco avance nas propostas sobre PCCS e na jornada de 6 horas.
Lateralidade – O Comando Nacional insistiu na mesa de negociação com o fim da prática da lateralidade, cobrando que toda substituição seja remunerada. O BB disse que está estudando a possibilidade de o primeiro gestor também passar a ser substituído conforme o definido para as agências com até sete funcionários.
Isonomia – Em relação à isonomia, o banco anunciou que está regularizando a situação dos funcionários pós-98 no que diz respeito ao acesso de recurso do Pavas (Programa de Atendimento a Vítimas de Assaltos e Sequestros), que deixa de ser de ressarcimento e passa a ser de antecipação.
Abono-assiduidade – Os negociadores do BB afirmaram ao Comando Nacional que o banco está analisando a possibilidade de os dias de abono-assiduidade serem cumulativos e passíveis de venda para todos os funcionários.
PLR – O BB também propôs, na reunião realizada em São Paulo, manter o modelo de PLR em vigor e condicionou a discussão de outras reivindicações ao resultado da rodada de negociação que será realizada com a Fenaban nesta quinta-feira 1º de outubro. Quanto à PLR dos funcionários do Banco Nossa Caixa, incorporado pelo BB, ainda não há solução a vista e se apresenta como um grande impasse para as negociações específicas.
Fonte: Contraf-CUT


























































































































































