Bancos têm condições e devem aumentar PLR

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Na última rodada de negociação, a Fenaban apresentou aos bancários, além do índice de 2% de reajuste sobre todas as verbas salariais, sua proposta econômica de Participação nos Lucros e Resultados (PLR). A proposta, além do pagamento de 80% do salário mais R$ 816 de parte fixa, como na sistemática anterior, inova com o adicional de R$ 500 condicionado ao crescimento de no mínimo 25% do lucro líquido dos bancos de 2006 em relação a 2005.

Na última rodada de negociação, a Fenaban apresentou aos bancários, além do índice de 2% de reajuste sobre todas as verbas salariais, sua proposta econômica de Participação nos Lucros e Resultados (PLR). A proposta, além do pagamento de 80% do salário mais R$ 816 de parte fixa, como na sistemática anterior, inova com o adicional de R$ 500 condicionado ao crescimento de no mínimo 25% do lucro líquido dos bancos de 2006 em relação a 2005.

“Para se ter idéia de por que essa proposta é indecente, basta dizer que, por ela, grandes bancos, como o Bradesco por exemplo, apesar de obterem lucros recordes, não pagariam os R$ 500 extras”, critica o secretário de Administração do Sindicato, José Avelino.

Um levantamento feito pela subseção do Dieese (Departamento Intersindical de Estudos Socioeconômicos) no Sindicato, com base no balanço dessas instituições financeiras em 2005, mostra que o impacto desse adicional sobre o lucro líquido registrado pelos principais bancos não alcança, em média, nem 1%, índice muito aquém dos 5% reivindicado pela categoria.

“Como se vê, o impacto desse adicional nos lucros é ínfimo. Isso mostra que os bancos têm condições de aumentá-lo e de dar uma PLR melhor para todos os bancários e não apenas os integrantes das altas direções dos bancos. Além disso, o percentual condicionante de distribuição precisa estar dentro da realidade”, complementa Avelino.