BB, Caixa e Ministério das Minas e Energia apresentam experiências na busca pela igualdade

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Durante o painel “Ações Institucionais que garantam a Eqüidade de Gênero e Etnia nas Relações de Trabalho”, Banco do Brasil, Caixa Econômica e Ministério das Minas e Energia apresentaram suas experiências na busca pela igualdade de direitos entre homens e mulheres no trabalho.


Da esquerda para direita: Glória Gonçalves (Caixa), Izabela Alcântara (BB), Mirian Fochi (Sindicato) e Maria Beatriz Cavalcanti (Minas e Energia)

Durante o painel “Ações Institucionais que garantam a Eqüidade de Gênero e Etnia nas Relações de Trabalho”, Banco do Brasil, Caixa Econômica e Ministério das Minas e Energia apresentaram suas experiências na busca pela igualdade de direitos entre homens e mulheres no trabalho.

Glória Gonçalves, gerente de Padrões e Planejamento na Gerência Nacional de Integração das Políticas da Gestão de Pessoas da Caixa, apresentou um amplo programa de diversidade da empresa, que consiste em ações voltadas para conscientização e capacitação dos empregados, promoção de igualdade de oportunidades, desenvolvimento de diferencial competitivo e combate ao preconceito e discriminação.

Entre as ações da Caixa para minimizar as diferenças merecem destaque a fixação de metas no planejamento estratégico, diversidade como política em marketing, criação de página na intranet, publicação mensal dos indicadores de gênero e raça – ocupação de cargos gerenciais, desenvolvimento de treinamento para todos os empregados, pesquisa para identificação do perfil da diversidade na Caixa, entre outras.

Glória Gonçalves mostrou ainda uma evolução do programa (ver gráfico abaixo), que teve início em 2002, quando 37,98% dos cargos gerenciais estavam nas mãos de mulheres. Em 2006, o número subiu para 39,59%. Hoje, dos 73 mil empregados da Caixa, 46,8% são mulheres. “Além desses números expressivos, a Caixa é uma das poucas empresas de grande porte cujo presidente é uma mulher”, lembrou.

A diretora da Caixa afirmou que o esforço da empresa em promover a igualdade entre os sexos tem sido reconhecido. Em 2006, a Caixa conquistou o Selo Pró-eqüidade de Gênero, pelo cumprimento integral do Plano de Metas apresentados à Secretaria Especial de Políticas para Mulheres (SPM).

Mulheres são minoria no Banco do Brasil

O Banco do Brasil, por sua vez, apresentou apenas compromissos assumidos para eliminar a discriminação no ambiente de trabalho. Izabela Alcântara, diretora de Relações com Funcionários e Responsabilidade Socioambiental do Banco do Brasil, informou que o banco é signatário do Pacto Global da ONU, Objetivos de Desenvolvimento do Milênio e Programa Pró-Eqüidade de Gênero.

Além desses compromissos, frisou Izabela Alcântara, o BB segue uma Carta de Princípios de Responsabilidade Socioambiental, pela qual se compromete a “repelir preconceitos e discriminações de gênero, orientação sexual, etnia, raça, credo ou de qualquer espécie” e a “enxergar clientes e potenciais clientes, antes de tudo, como cidadãos”.

Dos 82.672 funcionários do BB, 53.035 (64,2%) são homens e 29.637 (35,8%) são mulheres. Nos cargos gerenciais, 17.376 (71,91%) são do sexo masculino e apenas 6.789 (28,09%) são do sexo feminino. Na supervisão (coordenação e chefia), incluindo técnicos e analistas de nível superior, a divisão é a seguinte: 1.894 (73,02%) homens e 700 (26,98%) mulheres. A maior diferença está na direção, onde 23 (88,47%) integrantes são homens e apenas 3 (11,53%) são mulheres.

A diretora do BB destaca que, apesar da maioria masculina em todos os escalões do banco, as mulheres levam vantagem no quesito escolaridade. Das 29.637 funcionárias mulheres, 16.160 (54,52%) possuem curso superior completo. Do total de 53.035 (64,2%) homens, 22.658 (42,72%) têm graduação.

Comitê Permanente para as Questões de Gênero do Ministério de Minas e Energia apresenta resultados

Maria Beatriz Cavalcanti, coordenadora geral do Comitê Permanente para as Questões de Gênero do Ministério de Minas e Energia e suas Empresas Vinculadas e assessora da Secretaria de Energia Elétrica, exibiu resultados importantes.

Ela citou indicadores de resultados aplicados no âmbito interno do Ministério das Minas e Energia, Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Cepel), Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica (CGTEE), Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), Centrais Elétricas Brasileiras (Eletrobrás), Centrais Elétricas do Norte (Eletronorte), Centrais Elétricas do Sul (Eletrosul), Manaus Energia, Itaipu Binacional, Petrobrás, Furnas e Eletrobrás Termonuclear (Eletronuclear).

Nessas estatais, informa a coordenadora geral do comitê, foram criados comitês internos, campanhas relativas às questões de gênero e adesão ao programa pró-eqüidade.

Citando dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Maria Beatriz Cavalcanti informou que as mulheres representam 41,4% da população economicamente ativa (PEA). Porém, a maioria está inserida no trabalho doméstico sem carteira assinada.

“É preciso escolher um caminho que não tenha fim, mas, ainda assim, caminhar sempre na expectativa de encontrá-lo”, concluiu Maria Beatriz Cavalcanti.

Sindicato homenageia seis mulheres

No encerramento do seminário, o diretor Rodrigo Britto (foto) fez uma homenagem especial para seis mulheres: Rejane Pitanga, presidente da CUT-DF, Erika Kokay, deputada distrital e ex-presidente do Sindicato e da CUT-DF, Marlene Dias, Jany Rodrigues e Floraci Alencar, diretoras do Sindicato, e Neusa de Souza, funcionária mais antiga do Sindicato.

"Cair em clichê é inevitável ao dizer que vocês estão acima do que se possa expressar, mas nunca recorrer a um clichê contemplou tanto em significado o que de fato todas as mulheres representam. Vocês são mais do que um dia internacional, maiores do que esta homenagerm", afirmou Rodrigo Britto.

Todas as mulheres que participaram do seminário receberam flores.