BB é o que mais ganha com serviços bancários

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Brasil Econômico – Aline Lima
 
Receita supera o faturamento total de várias empresas listadas na bolsa de valores, diz estudo da Economática encomendado pelo Brasil Econômico.

O lucro do Banco do Brasil (BB) no segundo trimestre alçou a instituição à liderança do setor.

O resultado foi comemorado com entusiasmo pelo governo, que enfatizou o papel de destaque do BB na redução dos spreads (diferença entre os custos de captação e os juros cobrados).

Mas não é só a carteira de crédito que tem engordado o caixa da estatal. A receita de serviços bancários, que inclui, além das tarifas cobradas dos correntistas, as taxas de administração dos fundos de investimento, somou R$ 6,38 bilhões no primeiro semestre de 2009 (ajustado pelo IPCA).

De acordo com um estudo encomendado pelo Brasil Econômico à consultoria financeira Economática, o BB ocupa a 13ª posição entre as empresas de maior faturamento listadas na BM&FBovespa, se comparados a receita de serviços bancários com o volume total de vendas das companhias de outros setores.

O BB está à frente, por exemplo, da TIM, que faturou R$ 6,32 bilhões. Ou seja, somente o que o banco arrecada com tarifas ultrapassa toda a receita da operadora.

No ranking da Economática, o Itaú Unibanco aparece em 15º lugar, com R$ 5,81 bilhões. Na sequência, o Bradesco ocupa a 16ª posição, com R$ 5,7 bilhões. A receita de ambos é superior ao faturamento de R$ 5,69 bilhões apurado pela fabricante aviões Embraer no último semestre.

A receita de serviços bancários vem crescendo consistentemente desde 2003. De lá para cá, quase dobrou, saltando de R$ 27,83 bilhões para R$ 46,19 bilhões, no ano passado.

Em 2007, o Conselho Monetário Nacional (CMN) reduziu de 55 para 20 o número de serviços prioritários que podem ser tarifados.

Mas, como previam os especialistas na época, a decisão não chegaria a afetar a receita dos bancos, já que eles poderiam compensar a eliminação das tarifas cobrando mais naquelas que permanecessem passíveis de cobrança.

A medida do CMN também não proporcionou plena concorrência entre os bancos, uma vez que o processo de consolidação do setor permanece em curso.