Jornal da Tarde
Economistas do mundo todo estão otimistas com o País, que superou a turbulência mundial antes de Estados Unidos, Alemanha e França. Perspectiva é de recuperação rápida, crescimento e atração de investimentos diretos
Às vésperas do mês em que se completa um ano da crise financeira internacional, iniciada com a concordata do banco norte-americano Lehman Brothers em 15 de setembro, o otimismo com o Brasil é consenso entre os principais economistas brasileiros e estrangeiros. Apesar do impacto negativo nos primeiros meses da crise sobre os principais indicadores da economia, a recuperação é evidente.
“O fato de que o Brasil passou tão bem pela crise tinha mesmo de instilar confiança”, diz Kenneth Rogoff, da Universidade Harvard, ex-economista-chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI). Para Jim O’Neill, do banco norte-americano Goldman Sachs, “o Brasil passou por essa crise extremamente bem, e pode crescer a um ritmo de 5% nos próximos anos”.
Affonso Celso Pastore, economista, consultor e ex-presidente do BC, observa que a recessão no Brasil foi curta, de apenas dois trimestres, comparada a quatro em países como Estados Unidos, Alemanha e França. Ilan Goldfajn, economista-chefe do Itaú Unibanco nota que há os países que estão saindo da recessão no segundo trimestre e os que estão saindo no terceiro – o Brasil está entre os primeiros, junto com várias nações asiáticas. “Mesmo no primeiro trimestre, se olhar mês contra mês, há números fortes de crescimento no Brasil”, diz.
Para Goldfajn, a crise foi um teste para diversos países no mundo, no qual alguns passaram, outros não, alguns tiveram nota boa e outros nota ruim. “Acho que o Brasil tirou nota boa.
A política econômica do governo, baseada em corte de impostos (de automóveis, bens de consumo e materiais de construção, por exemplo) e ampliação de gastos públicos, também ajudou.
O sucesso diante da crise jogou o Brasil definitivamente no radar dos investidores. “À medida que continuarmos a crescer mais que os outros países, é natural que o País receba um aporte muito grande de investimentos estrangeiros diretos”, diz Pastore.


























































































































































