Um ato da Mesa Diretora publicado nesta semana convocou as eleições indiretas para os cargos de governador e vice-governador do DF. O cargo está vago desde a decisão do TRE, do dia 18/03. Diante da vacância, a Câmara Legislativa precisava se posicionar. As eleições indiretas foram marcadas para o dia 17 de abril e a posse do novo governador para o dia 19. O ato prevê prazos e procedimentos para o pleito.
O presidente em exercício da Casa, deputado Cabo Patrício, explica que o ato foi elaborado seguindo à risca o que está previsto na Constituição Federal e na legislação eleitoral. “O texto foi redigido seguindo orientação de juristas e autoridades federais. Fizemos consulta aos procuradores da Casa e está tudo dentro da legalidade. A eleição indireta é muito importante para restabelecer a normalidade no DF. Por isso, fizemos tudo com muita atenção e transparência”, detalha Patrício.
Em Plenário, o deputado Paulo Tadeu, líder do PT, reafirmou a necessidade de que se discutam os critérios para a eleição indireta, além de que o processo esteja de acordo com a lei eleitoral brasileira. E que depois sejam debatidos os aspectos políticos para se definir o perfil do novo governador do DF. "Não podemos eleger ninguém que esteja envolvido nas denúncias", afirmou, ao defender também que nenhum deputado distrital se lance candidato na eleição indireta.
O governador em exercício, Wilson Lima, já divulgou que é candidato. Paulo Tadeu criticou: “Entendemos que não deve ser eleito nenhum deputado distrital para este período de crise e de processo eleitoral. Se não, corremos o risco de ter um governador e um vice menos preocupados em resolver a crise e mais preocupados com seus projetos políticos e os de seus partidos. E isso, na nossa avaliação, só aumentaria a crise que o DF enfrenta”, pondera o líder do PT. Para Paulo Tadeu, as eleições indiretas devem ser feitas de fora a afastar, de vez, o fantasma da intervenção federal.
A deputada Erika Kokay concorda. "Se esta eleição começar a se transformar em disputas pequenas, barganhas políticas, será a pavimentação que faltava para haver intervenção federal", alerta Erika Kokay. “É preciso que o escolhido não utilize a máquina do governo nas eleições de outubro”, acrescenta a parlamentar.
Na tarde de quinta-feira (25/03), foi realizada uma Comissão Geral na Câmara Legislativa, para discutir as regras que serão adotadas para regulamentar a eleição indireta que escolherá o governador do DF até o fim do ano. Além de deputados distritais, esteve presente o representante da OAB-DF, Rodrigo Ferreira, e o ex-ministro do TSE Torquato Jardim.
“Acho que quanto mais mostrarmos à sociedade que esta candidatura não está ligada à Câmara Legislativa, melhor. O candidato ideal seria aquela figura que, embora filiada a um partido político, estivesse acima dos interesses partidários atuais e que se propusesse a fazer uma gestão de saneamento, não realizando alianças políticas nem se candidatando às eleições de outubro deste ano”, defende o deputado Chico Leite.


























































































































































