Clientes e usuários manifestam apoio à paralisação dos bancários

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Enquanto a Fenaban, o BB e a Caixa não apresentam propostas sérias nas negociações, os bancários continuam em greve – que vem crescendo e ganhando força, em Brasília e no restante do país. A categoria segue mobilizada e também contando com o apoio da população. A dona de casa Maria Ribeiro foi até a agência do BB da Ceilândia Centro e encontrou os avisos de greve. “Eu tinha visto na TV que os bancários iriam parar. Eu só vim na agência para usar o autoatendimento, mas desejo sorte aos bancários nessa greve porque alguns itens que os funcionários estão pedindo vão ajudar todo mundo”, disse.  

Ela conta que sempre utiliza aquela agência e que o atendimento é muito demorado, devido ao número insuficiente de funcionários. A situação é semelhante na agência da Caixa da mesma região. O comerciante José Alves também reclama das filas. “É um sofrimento quando a gente vem na Caixa resolver um problema. Já cheguei a ficar duas horas esperando atendimento. Eu não gosto de greve, mas acho que foi o único jeito dos bancários pressionarem os donos das empresas a melhorar essas condições”, comentou. 

Neste segundo dia da greve nacional dos bancários, cresceu a adesão da categoria em Brasília, tanto entre os bancos públicos quanto entre os privados. “É grande a adesão e a unidade dos trabalhadores. Prova disso é aumentou do número de agências fechadas nos bancos privados aqui na região de Taguatinga e Ceilândia, caso do HSBC e do Bradesco”, frisa Paulo Frazão, diretor do Sindicato. “Estamos percorrendo as agências e conversando com os colegas que ainda insistem em trabalhar para se inteirar das negociações e participar da greve, causada pela enrolação dos patrões em apresentar uma proposta decente”, comenta Rogério Fernandes, diretor do Sindicato.

Os bancários fazem nova assembleia organizativa na segunda-feira, dia 4, no Setor Bancário Sul. “Vamos continuar mobilizados e a greve segue por tempo indeterminado. Queremos resolver logo essa situação, mas as negociações têm que avançar”, afirma Sarah França, diretora do Sindicato. “Os lucros dos bancos cresceram e os patrões só oferecem a reposição da inflação. Isso é total falta de reconhecimento do trabalho dos bancários”, completa Márcio Teixeira, diretor do Sindicato.

Thaís Rohrer
Do Seeb Brasília