O Comando Nacional dos Bancários e a direção da Caixa Econômica Federal retomam hoje, às 10h, em Brasília, as negociações da pauta específica dos empregados, dentro da Campanha Nacional 2009. Entre os principais pontos, os bancários vão discutir com a Caixa temas como Funcef/aposentados, isonomia entre novos e antigos empregados e democratização da gestão. E exigem avanços.
“Queremos mais agilidade e seriedade nas negociações. Não vamos aceitar enrolação da Caixa nem descaso com nossas reivindicações. São temas importantes para o conjunto dos empregados em relação aos quais esperamos resposta há tempos”, adianta o diretor do Sindicato Raimundo Félix. “A Caixa já teve tempos mais do que suficiente para apresentar sua posição sobre a pauta específica. Os problemas são muitos e não podemos esperar”, complementa o presidente do Sindicato, Rodrigo Britto.
Na última rodada de negociação, no dia 4, após muita mobilização e pressão dos trabalhadores, a Caixa informou que obteve autorização do Departamento de Coordenação e Controle das Empresas Estatais (Dest) para contratar mais 2.200 bancários. A notícia foi recebida com cautela pelos dirigentes sindicais. “É um avanço, mas o ainda é insuficiente”, ponderou Wandeir Severo, diretor do Sindicato. “O número anunciado está bem aquém das necessidades para pôr fim às péssimas condições de trabalho – a meta é que o quadro seja ampliado de 82 mil para 100 mil”.
O anúncio foi feito dois dias após o Sindicato entregar à Superintendência Regional do Trabalho e à Caixa dossiê no qual denuncia o caos vividos pelos funcionários e os clientes e usuários nas agências – situação que a Caixa fingiu não saber que existe. A dura rotina imposta hoje às agências da Caixa, com funcionários sobrecarregados, estressados e muitos adoentados, além das filas enormes e do mau atendimento, é resultado direto da falta de mão de obra. O clima de descontentamento é geral.
O tema da Funcef/aposentados é um dos mais importantes para os empregados na Campanha Nacional 2009. Uma das principais reivindicações é a mudança no método de custeio do REG/Replan não-saldado, conforme proposta apresentada pelos conselheiros eleitos na Funcef. Além disso, defendem o fim do voto de minerva nas instâncias da Funcef.
É hora de aumentar a mobilização e a pressão. Só assim teremos conquistas.


























































































































































