Bancários do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal abriram na noite desta sexta-feira (1º), numa cerimônia conjunta, os congressos distritais do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, no auditória do Parlamundi da Legião da Boa Vontade (LBV). A mesa de abertura foi composta pelo diretor do Sindicato Enilson da Silva; pelo secretário de Organização da CUT nacional, Jacy Afonso; pela secretária de Assuntos Jurídicos da Contraf-CUT, Mirian Fochi; pelo secretário de Formação da Contraf-CUT, William Mendes; e por Marlene Dias, diretora da Fetec Centro Norte.
O diretor do Sindicato e empregado da Caixa Enilson Silva deu início ao evento destacando a relevância dos congressos e reforçou a importância da participação dos bancários na construção da pauta de reivindicações. Segundo ele, o chavão repetido de que a cada ano a greve será mais difícil já se aplica a 2011. “No ano passado tivemos o maior reajuste real que a categoria já teve na história. A tarefa desse ano é trabalhar para que tenhamos, no mínimo, o mesmo reajuste que foi conquistado em 2010. A garra que precisamos ter é a mesma”, afirmou.
Jacy Afonso, secretário de Organização da CUT, disse, ao se referir aos congressos, que este é importante momento de reflexão para que os bancários definam a estratégia de lutas. Afirmou que é de fundamental importância, mais uma vez, a unificação da categoria, estratégia que tem se mostrado acertada e resultado em avanços significativos para o conjunto da categoria, e criticou o discurso da mídia, do governo e do Banco Central estabelecendo relação direta entre reajuste salarial e pressão inflacuionária. “Não vamos aceitar que o governo e o BC joguem seus problemas nas costas dos trabalhadores”, disse.
O secretário de Organização da CUT aproveitou ainda para reforçar a convocação para o Dia Nacional de Mobilização que será promovido pela Central no próximo dia 6 de julho tendo como principal foco a defesa da alimentação, da educação e de questões trabalhistas e sindicais.
A diretora da Fetec Centro-Norte e presidente da Associação dos Economiários Aposentados do DF (AEA – DF) e aposentada da Caixa, Marlene Dias, lembrou que o trabalho realizado deve ser feito, também, em prol de quem dedicou anos da vida ao desenvolvimento dos bancos e já estão aposentados. “Meu desejo é que a pauta de reivindicações dos aposentados não fique só no papel”, ressaltou.
William Mendes, secretário de formação da Contraf-CUT, lembrou a história da categoria bancária, que nos últimos 30 anos acumula conquistas como o acordo coletivo nacional e destacou os principais temas que serão debatidos este ano – entre eles, segurança bancária, terceirização e reajuste real de salário. “Estão querendo acabar com os direitos dos bancários com a terceirização porque o custo é até 75% menor do que o do nosso trabalho. Os desafios são grandes. A greve de 2010 foi a maior dos últimos 20 anos e a de 2011 com certeza vai superar essa marca. Faremos o embate e sairemos com resultados positivos”, adiantou.
Para a secretária de Assuntos Jurídicos da Contraf-CUT, Mirian Fochi, essa é mais uma etapa da organização da Campanha 2011, “um processo democrático que começou com uma consulta aos bancários e suas visões sobre as reivindicações”. A atuação da mídia e do Banco Central para relacionar o aumento real de salário ao crescimento da inflação também foi questionada por Mirian. “Entendemos que ganho real traz qualidade de vida e promove melhor distribuição de renda. Nada mais justo do que o trabalhador usufruir um pouco do lucro que ajuda a produzir todos os anos”, disse.
A saúde do trabalhador também é uma das preocupações na Campanha 2011. Dados do INSS apresentados por Mirian apontam que entre janeiro e junho de 2009, 6.800 bancários foram afastados por razões de saúde. Desses, 2.030 por LER/Dort e 1.626 com sintomas de depressão e síndrome do pânico, relacionados ao assédio moral.
A mesa de abertura foi seguida de painel sobre conjuntura e bancos públicos, feita pelo Dieese, que trouxe os últimos números da economia brasileira e do sistema financeiro nacional, com ênfase nos bancos, apontando as perspectivas para a Campanha Nacional dos Bancários 2011 dentro do cenário macroeconômico que está desenhado.
Debates
Os congressos distritais do Banco do Brasil e da Caixa prosseguem em separado neste sábado, na LBV, com transmissão ao vivo pelo site do Sindicato (www.bancariosdf.com.br/aovivo) e informações em tempo real pelo Twitter e Facebook, a partir das 9h, com debates sobre saúde e previdência, segurança e condições de trabalho, além de remuneração.
Pricilla Beine
Do Seeb Brasília



























































































































































