Pressionados pela greve nacional dos bancários – a maior dos últimos 20 anos – os bancos se viram obrigados a retomar as negociações, iniciadas no sábado (9) e concluídas na segunda (11), no 13º dia da paralisação. A Fenaban, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal apresentaram ao Comando Nacional dos Bancários na segunda-feira, 13° dia da paralisação, novas propostas que contemplam aumento real de salário, valorização dos pisos (R$ 1.250 nos bancos privados e R$ 1.600 no BB e na Caixa), melhoria na PLR e definição de mecanismos de combate ao assédio moral.
“Os banqueiros se viram encurralados com a força da nossa greve, que é um movimento organizado e que cresce a cada dia em todos os estados e no Distrito Federal. As inúmeras tentativas dos bancos para enfraquecer e desqualificar a mobilização foram por água abaixo. Os bancários de Brasília estão de parabéns pelo engajamento e participação na paralisação nacional deste ano, que é a maior nas duas últimas décadas”, elogia Rodrigo Britto, presidente do Sindicato.
Nem mesmo as constantes práticas antissindicais adotadas pelos bancos, principalmente o Itaú Unibanco e o Bradesco, foram capazes de esmorecer a greve em Brasília. Além do velho hábito de recorrerem à Justiça para obter os interditos proibitórios para forçar a abertura das agências, os bancos foram mais longe este ano. Numa atitude desrespeitosa e descabida, o Itaú Unibanco, por exemplo, conseguiu um mandado de prisão contra o presidente do Sindicato dos Bancários de Brasília, Rodrigo Britto. A postura foi prontamente repreendida pelo Comando Nacional dos Bancários na negociação realizada com a Fenaban no sábado.
Mobilização
A mobilização foi importante instrumento utilizado pelos bancários para arrebatar uma proposta que contempla aumento real, valorização dos pisos e PLR maior. “Sem a união e a adesão de um número cada vez maior de bancários à greve, é pouco provável que a Fenaban tivesse formalizado essa proposta. O avanço nas negociações é um mérito de todos que participaram ativamente dos comitês de esclarecimento, das reuniões organizadas pelo Sindicato e das assembleias”, afirma Paulo Frazão, diretor do Sindicato.
Na segunda-feira, 13° dia da greve nacional, 8.187 agências de bancos públicos e privados foram fechadas em todo o país, incluindo Brasília, além da adesão dos bancários lotados nos inúmeros centros e prédios administrativos de todas as instituições financeiras. Os números são da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). A greve segue forte nesta quarta-feira 13 em todo o país.
Atividades
As atividades realizadas pelo Sindicato também estão sendo cruciais para dar fôlego ao movimento. Além de apoiar os comitês de esclarecimentos nas agências e prédios administrativos, a entidade realizou almoço-protesto em frente ao Bradesco de Taguatinga Centro, na sexta-feira (8), e um churrasco na porta do Itaú Unibanco do Setor Comercial Sul, na segunda-feira (11). “Essas atividades são fundamentais para incentivar os colegas em greve, convidar os que ainda não aderiram à paralisação e informar à população os motivos do nosso movimento”, explica Rosane Alaby, secretária de Imprensa do Sindicato.
Rodrigo Couto
Do Seeb Brasília


























































































































































