Consulta aponta prioridades de Brasília para a Campanha Nacional

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Da esq. para dir.: os diretores do Sindicato Fabiana Uehara, Jeferson Meira, Eduardo Araújo e Rosane Alaby

 

O resultado da consulta realizada pelo Sindicato junto à categoria para saber quais devem ser as prioridades para a Campanha Nacional 2011 foi divulgado neste sábado (23), durante a plenária final do Congresso do Sindicato dos Bancários de Brasília. Os 964 bancários que responderam à pesquisa puderam marcar até dois itens em cada uma das perguntas, distribuídas em questões relativas a saúde, condições de trabalho e segurança, emprego e remuneração fixa, direta e variável.

Aumento real de salário, auxílio-creche/babá de um salário mínimo e PLR são itens que, segundo os bancários, devem estar entre as prioridades nas negociações sobre remuneração.

Na questão referente a saúde e condições de trabalho, os pontos mais votados foram o combate ao assédio moral, o fim das metas abusivas e a isonomia de direitos aos afastados por licença-médica. Para o diretor do Sindicato Eduardo Araújo, que apresentou os resultados da pesquisa, é importante combater de forma enérgica o assédio moral e as metas abusivas, principalmente em Brasília, onde essa realidade salta aos olhos. “Todos sofrem algum tipo de violência organizacional dentro dos bancos, quase sempre pela busca de resultados exagerados, e isso será priorizado na Campanha 2011”, disse. Dos bancários que responderam à consulta, 40,98% disseram ter se afastado do trabalho nos últimos 12 meses por motivo de saúde, e 26% fazem uso de medicação controlada.

Garantia de emprego, com a ratificação da Convenção 158 da OIT, mais contratações e fim da terceirização estão entre as reivindicações mais importantes relacionados ao item ‘emprego’. Araújo alertou sobre a influência que a terceirização exerce sobre o emprego bancário. “A categoria fica fragmentada, dando força aos bancos para manter a produtividade fora das agências e enfraquecendo nossa luta por melhorias”.

 

A pesquisa apontou ainda a importância, para os bancários, da regulamentação do sistema financeiro e das reformas tributária e política.

 

Pricilla Beine
Do Seeb Brasília