Contraf/CUT debate revisão da lei de segurança privada com PF

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A Contraf/CUT, representante dos sindicatos, participou, no último dia 17, de um jantar promovido pela Polícia Federal e por empresas de segurança privada para a apresentação pela PF da proposta de alteração da Lei 7.102/83, que regulamenta a atividade do ramo, incluindo a regulamentação da segurança bancária.
Uma das conclusões foi a necessidade de se promover discussões com os diversos segmentos envolvidos diretamente na questão, como: bancários (representados pela Contraf/CUT), bancos (que são os maiores tomadores de serviços de segurança no país, representados pela Febraban), Exército (que regula o uso de materiais de uso restrito, como armas, blindagens etc.), o Instituto de Resseguros Brasileiro(IRB), os vigilantes (representados por sua confederação nacional), empresas de transporte de valores e vigilância e representantes de entidades representativas das empresas de segurança eletrônica e serviços anexos ao de vigilância.

Para os bancários, a nova lei traz avanços, como a exigência de porta de segurança nas agências. No entanto, há pontos negativos: o projeto de lei (168/2005) apresentado permite, por exemplo, que bancários realizem transporte de valores. “Se hoje, com a lei 7.102 proibindo isso já acontece, colocando em risco a vida dos trabalhadores, imagine se essa nova lei é aprovada?”, questiona Raimundo Dantas, diretor do Sindicato. “Vamos mobilizar a categoria e sensibilizar a sociedade para discutir essa lei e modificar pontos complicados como esse”, completa.