Sem nova proposta e sem negociação à vista, a greve nacional dos bancários entra na segunda semana com muita força. No Distrito Federal, a paralisação, que já é uma das maiores realizadas pela categoria, continua com adesão superior a 90%. Na sexta-feira (30), os edifícios Sede I e II do Banco do Brasil foram completamente fechados. Na segunda-feira (3), o movimento chega consolidado ao seu sétimo dia e ainda com capacidade de ampliação nas agências e nas demais dependências dos bancos.
“Os bancários e bancárias de Brasília estão de parabéns pela grande participação na greve. E mesmo com a enorme dedicação dos que já integram o movimento, precisamos da adesão dos demais trabalhadores para forçar a Fenaban, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal a melhorarem as propostas. Nós merecemos mais do que 0,62% de aumento real. A melhor forma de mostrar nossa insatisfação com a proposta da Fenaban é cruzar os braços e participar ativamente dos comitês de esclarecimento”, convoca o presidente do Sindicato, Rodrigo Britto.
Na sexta-feira (23), durante a quinta rodada de negociação com o Comando Nacional dos Bancários, a Fenaban propôs 8% de reajuste sobre todas as verbas salariais, um aumento de apenas 0,2% em relação aos 7,8% oferecidos na terça-feira (20).
Com lucros acima de R$ 60 bilhões somente no primeiro semestre deste ano, as instituições financeiras – que integram um dos setores mais lucrativos da economia brasileira – se negam a atender reivindicações como valorização do piso, segurança bancária, reajuste de 12,8%, fim da rotatividade, mais contratações, fim das metas abusivas, combate ao assédio moral, mais segurança, igualdade de oportunidades e inclusão bancária sem precarização.
Bancos, não mexam com os bancários
Como de praxe, os bancos estão lançando mão de interditos proibitórios para impedir a greve, direito reconhecido na Constituição Federal e na legislação trabalhista. O instrumento jurídico impetrado pelas instituições financeiras, antissindical e comum na época da ditadura militar (1964-1985), é amparado sob o inverídico argumento de que os trabalhadores impedem a entrada dos clientes e usuários nas agências bancárias.
“Os trabalhadores têm direito à greve para garantir emprego decente e melhor remuneração. Nossa paralisação é legítima e vai continuar firme e forte em todo o país até que os bancos apresentem uma proposta que contemple nossas reivindicações. Não aceitaremos que os bancos mexam com os bancários. Na Justiça, lutaremos contra todos os interditos e/ou qualquer tentativa para barrar nosso movimento”, afirma Rodrigo Britto.
Rodrigo Couto
Do Seeb Brasília




























































































































































