CUT: 27 anos de luta

0

1983: tomam posse os primeiros governadores eleitos diretamente após o golpe militar; milhares de desempregados promovem uma onda de saques ao comércio de São Paulo; na Russia, o vôo KAL 007 cai após ser atingido por um caça soviético e mata os 269 tripulantes. Nos cinemas, Brian de Palma lança Scarface, com Al Pacino. No mesmo ano, o Flamengo vence o Campeonato Brasileiro de futebol; Salvador Dalí conclui seu último quadro, The Swallow’s Tail; surgem o Metallica, o Red Hot Chilli Peppers, os Titãs e o Paralamas do Sucesso lança seu primeiro LP. Ainda neste período, o Brasil inicia um amplo processo de reconstrução da sociedade, após o regime militar, marcado por perseguição política, repressão, tortura, censura. Neste cenário de profundas transformações políticas, socioeconômicas e culturais nasce, no dia 28 de agosto, a Central Única dos Trabalhadores (CUT), uma proposta pioneira no país de uma ampla organização da classe trabalhadora para lutar por melhores condições de vida e de trabalho e por uma sociedade justa e democrática.

De lá pra cá, a CUT vem, cada vez mais, tomando a frente dos principais temas nacionais. A Central foi uma das protagonistas em lutas importantes como a greve geral de 83, o impeachment do presidente Collor, a realização das Diretas Já e, agora, tem exercido papel fundamental na conscientização dos milhares de brasileiros que irão às urnas eleger o próximo presidente (ou presidenta!) do país.

E as ações revolucionárias se antenam em todos os campos. Recentemente, a CUT deu um salto enorme na implementação de ferramentas que impulsionam a democratização da comunicação. Site, TVweb, rádioweb aliados à mídias sociais como Orkut, Twitter, Facebook foram implementados pela Central e permitem que o mundo inteiro, através de simples cliques, participem da luta sindical.

É neste contexto e com este ritmo que a maior central sindical do Brasil e da América Latina constrói caminhos mais largos para os trabalhadores do país. Hoje, já não é mais novidade a realização de manifestações pela garantia de direitos ou conquista de benefícios. Não que antes os trabalhadores tivessem um cenário perfeito, muito ao contrário. Mas com a CUT, passaram a ter respaldo e solidez para saírem às ruas.

Vida longa à Central Única dos Trabalhadores!

Fonte: Vanessa Galassi, da CUT-DF