O 13º Cecut Brasília elegeu, por aclamação dos mais de 460 delegados e delegadas de base, neste sábado (30) a nova diretoria da Central, formada por chapa única. O bancário Rodrigo Britto foi reeleito a presidente da CUT Brasília, recebendo apoio ao projeto político “Todo Poder aos Sindicatos”, que estreita relações entre a Central e as bases e solidifica a luta em defesa da classe trabalhadora. A nova direção também tem, pela primeira vez, paridade de gênero e componentes de 20 dos sindicatos filiados.
O mandato do grupo irá até 2019, com o desafio de, nesses quatro anos, garantir através da luta e da unidade a conquista de direitos à classe trabalhadora e o embarreiramento de qualquer proposta que tenha como fundo o retrocesso e a implementação de ideais neoliberais anti-trabalhadores.

“Enfrentaremos uma conjuntura difícil, mas tenho certeza de que esta direção saberá conduzir os trabalhos da melhor maneira possível, como foi feito nos últimos três anos. A CUT Brasília foi referência em lutas como a contra o PL 4330 e, tendo como base os princípios de solidariedade de classe, autonomia e liberdade sindical, mostrou que a Central está fiel ao seu compromisso de defender sempre a classe trabalhadora”, disse o secretário de Organização Sindical da CUT Nacional, Jacy Afonso, que fez a defesa da eleição por aclamação da chapa.
Rosilene Correa, dirigente do Sinpro-DF e eleita à direção estadual da CUT Brasília, ressaltou a importância da cota de gênero para a composição da nova diretoria. “Essa não é uma conquista de estatuto, mas uma conquista da luta das mulheres”, discursou, também como defensora da chapa que representa a unidade do movimento sindical, característica fundamental para as lutas que virão.
Plano de Lutas
Os delegados e as delegadas do 13º Cecut Brasília aprovaram por unanimidade o Plano de Lutas e ações estratégicas que nortearão os rumos da Central até 2019.
Entre os pontos aprovados, estão:
· Revogação da Lei de Responsabilidade Fiscal e o fim da política do superávit primário que prejudicam os investimentos nos serviços públicos e na valorização dos servidores;
· Criação de uma rede de comunicação entre sindicatos, federações, confederações e Central para troca de informações e experiências, contribuir na mobilização, organização e na formação da categoria, promover a construção e unificação de discursos, políticas e plano de lutas e se contrapor aos órgãos de comunicação patronais da grande mídia;
· Defesa da autonomia sindical em relação a partidos políticos, respeitando-se apoios críticos e circunstanciais aos projetos que atendam aos interesses imediatos e/ou históricos da categoria e da classe trabalhadora ou que mais se aproxime deles;
· Intensificação das lutas contra o PL 4330, MPs 664 e 665;
· Reforma política, com fim de financiamento empresarial de campanhas;
· Defesa de terras indígenas, quilombolas e pela Reforma Agrária;
· Pela democratização das comunicações e contra o oligopólio da grande mídia brasileira;
· Defesa das empresas estatais, como Petrobras, Caixa e Correios;
· Apoio à luta dos trabalhadores em Educação pela aplicação do Piso, reivindicando do governo federal que tome medidas que obriguem governadores e prefeitos a cumpri-la;
· Lutar pela valorização e fortalecimento do SUS;
· Lutar contra a PEC 229, que reduz o número de ministérios
· Lutar pela revogação do Precedente Normativo 119 do TST e pela edição do novo entendimento relativo à Taxa Assistencial para toda categoria independente de associado ao sindicato, bem como harmonizar o entendimento favorável junto ao Ministério Público do Trabalho pela instituição da Taxa Assistencial nos Acordos e Convenções Coletivas de Trabalho;
· Intensificar a luta pela jornada de trabalho de 40 horas semanais, sem redução de salários;
· Lutar pelo Plano Distrital de Educação – PDE, em defesa da valorização da escola pública e dos trabalhadores e trabalhadoras em educação;
Propostas de reforma estatutária
Os delegados e as delegadas do 13º Cecut Brasília também aprovaram três pontos que serão levados ao 12º Concut como propostas de reforma estatutária da Central. São elas:
· Encaminhamento de 40% do imposto sindical da CUT Nacional às CUTs estaduais;
· Abordagem de temas polêmicos por meio de plebiscito entre as direções das CUTs estaduais.
Confira a lista com a composição da direção da CUT Brasília:
Fonte: CUT Brasília





























































































































































