A partir desta terça (28), a CUT Brasília e seus mais de cem sindicatos filiados realizam nova Jornada de Lutas por Democracia e Garantia de Empregos, Direitos e Conquistas. Serão três dias em que várias entidades farão ações isoladas e conjuntas, em resistência ao golpe de Estado em andamento, às demissões em massa em vários setores, aos ataques aos direitos da classe trabalhadora e ao retrocesso nas políticas públicas e nos programas sociais. A agenda da jornada foi apresentada e definida em reunião da direção ampliada da CUT Brasília na manhã desta segunda-feira, no auditório da Central.
Nesta terça, às 8h, os vigilantes iniciam a jornada com um ato em frente ao Palácio do Buriti, pressionando para serem ouvidos pelo governador Rollemberg. A categoria protesta contra as mais de 600 demissões arbitrárias ocorridas no último mês e espera uma intervenção por parte do governo e reverta as dispensas.
Às 12h começa a assembleia da campanha salarial de trabalhadores em empresas particulares de TI na Praça dos Aposentados no Conic. Os empresários deram como encerrada as negociações, com uma proposta insatisfatória, abaixo da inflação, que já gerou protestos e paralisações de 24 horas anteriormente.

Em vigília na Câmera Legislativa há cinco dias, o Sinpro continua acompanhando a tramitação da “Lei da Mordaça”, da deputada Sandra Faraj, do Projeto de Lei nº 01/2015 de Rafael Prudente (PMDB) e do Projeto de Emenda à Lei Orgânica (PELO) nº 38/2016 de Rodrigo Delmasso (PTN) para que eles não sejam votados em surdina. Caso aprovados, haverá uma criminalização do estudo filosófico e da formação social e crítica dos alunos, devolvendo a censura às escolas através da implantação de uma pauta conservadora.
Na quinta (30), será a vez dos rodoviários. Em assembleia realizada no último domingo (26), trabalhadores do setor decidiram por paralisação de 24 horas nesta quinta, para “dar uma demonstração” ao sindicato patronal da capacidade de luta da categoria. Com a medida, os rodoviários esperam receber uma contraproposta satisfatória. Nos dias que antecedem e nos que sucedem à paralisação de 24 horas, os rodoviários reduzem para 60% os ônibus em circulação, como parte do protesto contra a falta de respeito dos empresários e do governo do DF em relação às reivindicações dos rodoviários.

Na quinta-feira (30), será realizada uma mesa de debate na Universidade de Brasília, em “Defesa da Escola Pública no Contexto do Desmonte da Política Educacional Brasileira. A atividade se dará em dois horários, das 8h30 às 11h e das 19h30 às 22h, no auditório Dois Candangos, na Faculdade de Educação.
Enquanto isso, outras categorias estão se mobilizando para somar seus atos e suas pautas à luta, afinal todos os setores estão sendo atacados e passam pela mesma conjuntura de perda de direitos e riscos irreparáveis, explica o presidente da CUT Brasília, Rodrigo Britto.
O que mais acontece
Na terça-feira (28), será o primeiro dos dois dias de eleição do Sindiserviços, quando trabalhadores terceirizados das áreas de asseio e conservação do Distrito Federal votarão em seus representantes para o próximo quadriênio.
Na mesma data, serão realizadas as eleições sindicais do Sindspmal em Águas Lindas.
Ainda na terça, acontecerá o Seminário sobre Feminicídio no Auditório 3, da Faculdade de Educação da UnB, das 8h às 18h, e o sindicato dos professores dos Novo Gama realizará assembleia geral em sua sede, às 12h30.

Já na quarta-feira (29), último dia das eleições do Sindiserviços e posse da nova direção eleita do Sindicato dos Bancários marcada para as 19h, em sua sede. Ainda pela manhã, no Plenário Ulisses Guimarães, na Câmara Federal, haverá a discussão sobre a Cultura do Estupro e o Fórum dos Direitos Humanos a partir das 9h.
Plenária extraordinária
A reunião da direção ampliada da CUT Brasília marcou para o dia 11 de julho uma Plenária sindical extraordinária, que será realizada durante um dia todo no Clube dos Comerciários, com a participação de representantes de todos os sindicatos filiados do DF e entorno. Nessa data, serão discutidas novas ações e a construção da greve geral de um dia no início de agosto.
Fonte: CUT Brasília




























































































































































