CUT prepara mobilização para defender trabalhadores

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A Central Única dos Trabalhadores (CUT) reúne-se nesta terça-feira 30 para discutir e tomar uma posição sobre o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), lançado pelo governo federal na semana passada, e traçar a estratégia de mobilização para garantir os interesses dos trabalhadores no plano durante a sua tramitação no Congresso Nacional. Também na terça-feira o Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos) se reunirá para aprofundar a discussão do PAC.

A CUT já definiu, junto com as demais centrais sindicais, uma Jornada pelo Desenvolvimento com Distribuição de Renda, que incluirá um seminário nacional e debates regionais e estaduais, com o objetivo de construir uma pauta de interesse dos trabalhadores na discussão do PAC.
O Sindicato estará engajado nessa mobilização e acompanhará de perto a discussão do programa no Congresso Nacional.

Embora ainda não tenha uma posição definitiva sobre o PAC, a CUT vê um elemento positivo no programa do governo, que é a retomada do Estado como indutor do desenvolvimento econômico. “Somos todos a favor do crescimento, mas com distribuição de renda e ganhos para os trabalhadores”, afirma Jacy Afonso, presidente do Sindicato.

Uma das críticas que a CUT já está fazendo ao PAC é com relação à ausência de metas sobre geração de empregos com carteira assinada. “O que temos cobrado do governo é que metas oficiais de emprego sejam objeto da mesma obsessão até agora empenhada pelo controle da inflação”, diz o presidente da CUT, Artur Henrique.

O Sindicato e a CUT entendem que o crescimento econômico almejado pelo PAC só será possível com a redução drástica dos juros. Em razão disso, avaliam que a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) de cortar apenas 0,25% da taxa Selic representa um ataque frontal ao PAC disparado pelos “técnicos” do Banco Central que defendem a ortodoxia neoliberal. “É uma afronta à democracia a intenção desses burocratas de boicotarem um programa de um governo que foi eleito com mais de 61% dos eleitores, tentando preservar um projeto que foi derrotado nas urnas”, critica Jacy Afonso.