Delegação de Brasília é eleita para a 19ª Conferência Nacional

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Bancários e bancárias de Brasília, organizados em assembleia na noite desta terça-feira (11), na sede do Sindicato, definiram a forma de organização e indicação da delegação de Brasília para a 19ª edição da Conferência Nacional dos Bancários, considerando a proporcionalidade da categoria na base. E aprovaram um documento com as reivindicações que serão levadas ao fórum. O encontro nacional da categoria será realizado entre os dias 28 e 30 de julho, em São Paulo.

Para fortalecer a construção da unidade nacional foram eleitos 33 delegadas e delegados de bancos públicos e privados para representar os bancários de Brasília.

Durante a assembleia, bancários e bancárias reforçaram a importância da mobilização da categoria diante da atual conjuntura política e econômica que retira direitos da classe trabalhadora.

Presidente da Federação dos Bancários do Centro Norte (Fetec-CUT/CN) e bancário do BB, Cleiton Silva participou da assembleia e lembrou que “a delegação de Brasília, juntamente com os demais representantes da região Centro Norte darão sua contribuição de forma eficaz para a Conferência, para que juntos possamos encontrar alternativas para vencer os ataques ao trabalhador brasileiro”.

Eduardo Araújo, presidente do Sindicato, destacou que a Conferência Nacional dos Bancários de 2017 deve organizar um processo de mais unidade entre bancários de bancos públicos e privados, uma vez que os ataques virão com mais força, seja por via de reestruturação, seja por privatização.

“Os ataques vêm de todos os lados e seremos uma das primeiras categorias a sentir os efeitos da reforma trabalhista. A Fenaban já se manifestou favorável à reforma e deve intensificar a campanha de privatização dos bancos públicos. Precisamos nos unir!”, alertou o presidente.

A seguir os eixos das propostas aprovadas pelos bancários de Brasília:

– Não às reformas neoliberais;

– Defesa do emprego;

– Não à terceirização e ao trabalho intermitente;

– Melhores condições de saúde e condições de trabalho;

– Não à privatização dos bancos públicos;

– Defesa do patrimônio público;

– Democracia já;

– Defesa dos fundos de pensão;

– Reforma do sistema financeiro;

– Emprego e Igualdade de Oportunidades.

Este ano, a Campanha Nacional dos Bancários debaterá apenas os temas tratados nas mesas permanentes de negociação, uma vez que, em 2016, a categoria aprovou o acordo bianual que garante a bancários e bancárias em 2017 a reposição integral da inflação, com mais 1% de ganho real em todas as verbas. O acordo mantém também os reajustes da PLR, conforme define a primeira cláusula da Convenção Coletiva de Trabalho 2016/2018.

Da Redação