

Além de dirigentes sindicais e trabalhadores de diversas categorias, participou da ação a deputada federal Erika Kokay (PT-DF). “Governar significa arcar com aquilo que ele (Rodrigo Rollemberg) mesmo reconhece como débito do GDF com os servidores; é arcar com o que é lei. Não são botas e baionetas que vão dar a última palavra”, discursou a parlamentar em referência à resistência do governador do DF em pagar o reajuste que deve ao funcionalismo, conforme está em lei, e à forma de tratar assuntos trabalhistas como caso de polícia.
A vice-presidenta da CUT Brasília, Meg Magalhães, uma das professoras que foi ferida e presa pela PM no ato da categoria do dia 28 de outubro, confessou que o sentimento sobre o “massacre dos professores”, como denomina ela, ainda é de “indignação”. “Esse é um sentimento que jamais enterraremos. O governador queria desmoralizar o Sinpro e a CUT, mas o tiro saiu pela culatra. Dois dias depois do massacre, mais de 10 mil professores, com o apoio de outras categorias, se reuniram em assembleia e fortaleceram o movimento grevista. Apesar de tudo que passamos, de toda humilhação, de toda exposição, de toda violência, valeu a pena. Conseguimos, de certa forma, impor um certo recuo ao governo, ainda que a nova proposta seja totalmente inaceitável”, reflete a dirigente sindical.

Mais calote
De acordo com o secretário-geral da CUT Brasília, Rodrigo Rodrigues, 13 categorias do funcionalismo local estão em greve. Entre elas, os professores, servidores do Detran, médicos, assistentes sociais e servidores da Novacap. O movimento poderá ser fortalecido pelos trabalhadores terceirizados que prestam serviço em órgão públicos do GDF, como escolas e hospitais. Eles, novamente, correm o risco de não terem o pagamento do salário e dos benefícios.
“Todo mês é essa agonia. O GDF não faz o pagamento das empresas, as empresas dizem que não têm de onde tirar, o banco não faz mais empréstimo e a gente é que leva o prejuízo”, denuncia a dirigente da CUT Brasília e do Sindiserviços, Selene Siman, trabalhadora terceirizada que presta serviço para o GDF.
Ela conta que a data de pagamento do salário e de benefícios dos terceirizados é esta segunda-feira (9). No total, de acordo com a dirigente sindical, cerca de 30 mil trabalhadores terceirizados prestam serviço em órgãos públicos do GDF.
Próximas assembleias
Dia 9/11, segunda-feira
Professores (em greve)
DER (em greve)
Dia 10/11, terça-feira
Agentes penitenciários (estado de greve)
Novacap (em greve)
Dia 17/11, terça-feira
Carreira de auditoria tributária
Fonte: CUT Brasília



























































































































































