| Mais de 20 mil trabalhadores participaram, nesta quarta-feira, 15 de agosto, do Dia Nacional de Luta da Central Única dos Trabalhadores (CUT) na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. |
Mais de 20 mil trabalhadores participaram, nesta quarta-feira, 15 de agosto, do Dia Nacional de Luta da Central Única dos Trabalhadores (CUT) na Esplanada dos Ministérios, em Brasília.
Desde as primeiras horas da manhã, trabalhadores de diversas categorias e estados começaram a chegar em caravanas à Esplanada. De capacete, os trabalhadores da construção civil ergueram faixas contra a Emenda 3 que assalta direitos como o 13º, as férias e a aposentadoria – e em repúdio à terceirização, que vitima mais de 70% da categoria, conforme admitido pelos próprios empresários.
Há 78 dias em greve, funcionários das universidades brasileiras defendiam a necessidade da aceleração de uma política de recomposição salarial. Com bom humor, trabalhadores da alimentação desfilaram vestidos como frangos gigantes, empurrando uma cadeira de rodas com o trabalhador lesionado empunhando um cartaz com a frase: Não agüentei o ritmo. Da mesma forma, foram lembrados os canavieiros que têm morrido por estafa no Estado mais rico do país. Vestida de verde, a delegação de trabalhadores da educação pública levantava bandeiras em defesa do Piso Nacional (Não abro mão, diziam as camisetas). Agricultores familiares da Contag e da Fetraf destacavam a luta pela mudança no Índice de Produtividade e medidas de apoio à reforma agrária.
Concluímos esta manifestação em frente ao Congresso plenamente vitoriosos, com a CUT aliando negociação à organização e à mobilização para garantir conquistas. Reunindo mais de 20 mil companheiros e companheiras, esquentamos os tambores para as campanhas salariais do segundo semestre e para a nossa grande marcha do final de ano. Revigoramos nossas energias, demonstramos poder de convocação e reafirmamos nossa independência e autonomia para pressionar os patrões e o governo com o objetivo de afirmar a nossa pauta sobre a agenda dos perdedores das últimas eleições, afirmou o presidente da CUT, Artur Henrique.
Negociações avançam
Artur fechou o ato, iniciando pelo informe dos resultados de uma audiência com o ministro Paulo Bernardo, marcada para as 11h o que obrigou um grupo de seis dirigentes a se ausentar por 40 minutos da atividade de rua. O presidente relatou que o Ministério havia se comprometido com o atendimento de três reivindicações da Central. O envio da Convenção 151 ao Senado, para ratificação, será feito pelo governo até o dia 7 de setembro, no máximo. Nesse período, o governo e uma representação de servidores federais vão elaborar o texto de emenda constitucional para adequar a legislação vigente à 151, de modo que ambos os textos estejam prontos no mesmo período. O PLP será revisto.
Apesar das dificuldades, conseguimos avanços importantes com o governo federal. Mas há muito por fazer, por isso devemos nos manter mobilizados e unidos, disse Rodrigo Britto, presidente do Sindicato.
Aperto no Congresso
No ato político em frente ao Congresso, os manifestantes realizaram o prometido abraço ao Congresso Nacional, logo rebatizado pelos presentes como aperto. Após a revoada de bexigas vermelhas, teve início a sucessão de falas políticas de dirigentes de todos os ramos.


























































































































































