Dieese explica desempenho dos bancos em 2013

0

O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) divulgou, em 3 de junho, pesquisa sobre o desempenho dos seis maiores bancos do país. O estudo explica a disparidade nos resultados em 2013, segundo as estratégias do Banco do Brasil (BB), do Bradesco, da Caixa Econômica Federal, do Itaú Unibanco, do HSBC e do Santander.

Diante de um cenário econômico caracterizado pela elevação das taxas de juros, pelas incertezas na economia mundial e pela redução no ritmo da atividade econômica, os seis bancos adotaram táticas diversas.

Segundo o Dieese, os bancos públicos deram prosseguimento à sustentação da oferta de crédito. Juntas, as duas instituições financeiras (BB e Caixa) responderam, em 2013, por 48,1% do total das operações de crédito dos seis maiores bancos.

O crescimento dos bancos privados nacionais (Bradesco e Itaú) foi de 12,3%, enquanto nos privados estrangeiros (Santander e HSBC) a carteira de crédito cresceu 8,9%. A pesquisa demonstrou que, a despeito dessas diferenças, os bancos brasileiros continuam sendo um dos segmentos empresariais mais rentáveis do país e do mundo.

A pesquisa aponta que os seis bancos apresentaram lucro líquido total de R$ 56,7 bilhões com variação média de 11,2% em relação a 2012, com queda de lucros apenas dos bancos privados estrangeiros. Destacaram-se o Banco do Brasil, que apresentou o maior crescimento do lucro líquido, e o banco Itaú, que, pela segunda vez, teve o maior lucro obtido por um banco na história do sistema financeiro nacional.

Segundo o Dieese, houve redução geral da quantidade de postos de trabalho e, por conseguinte, no número de empregados. A queda só não foi maior em virtude da expressiva criação de postos na Caixa, que contratou 5.272 novos empregados.

“Os bancos, mesmo em situação de crise global, conseguiram atingir lucros elevadíssimos. Apesar dos excelentes resultados, as instituições financeiras continuaram a se reestruturar e descartar funcionários, como se os empregados já não fossem necessários. Essa política é totalmente prejudicial aos bancários e clientes, que sofrem com a precarização do trabalho e de atendimento. Por conta dessa instabilidade, os trabalhadores ainda enfrentam a incerteza de um futuro na carreira bancária”, destacou o presidente do Sindicato, Eduardo Araújo.

Com relação aos dados referentes às demissões – que são excessivas, como comprova a pesquisa – o Sindicato têm se movimentado com muito empenho no sentido de combater as dispensas, com mobilizações e cobranças contra a política de rotatividade nos bancos.

Veja aqui a íntegra da pesquisa do Dieese.

Naiara Marques
Do Seeb Brasília