‘Dificilmente eu poderei voltar a trabalhar’

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“Em 1986, logo que terminei meus estudos, entrei no banco. Nos primeiros anos, trabalhei no setor de digitação. Em seguida, fui transferida para uma agência, onde as cadeiras não tinham encosto para a coluna. A partir dessa mudança, minha vida começou a mudar. Com apenas 27 anos de idade comecei a sentir dores pelo corpo. Com o passar dos anos, as dores aumentavam. Até que em 2001, numa clara represália à minha LER, fui demitida por pagar um cheque com a assinatura do gerente autorizando a transação. Não assinei minha demissão e procurei o Sindicato, que conseguiu minha reintegração. No final de 2006, um gerente do banco disse que não precisava mais dos meus serviços. Voltei a procurar o Sindicato e, após uma manifestação realizada em frente à minha agência, o banco reverteu a demissão. Atualmente estou afastada do banco e dois ortopedistas disseram que o meu problema é crônico e que dificilmente eu poderei voltar a trabalhar. O pior de tudo é que o plano de saúde não cobre meu tratamento psicológico e não paga sessões de hidroterapia e de acupuntura.”

*Bancária de 38 anos, que também preferiu omitir
a identidade e o banco