Com o apoio da Central Única dos Trabalhadores (CUT), militantes e profissionais da área da saúde do trabalhador encaminharam para a presidente eleita Dilma Rousseff um abaixo-assinado, no qual buscam sensibilizá-la para a necessidade do governo brasileiro vir a abordar transversalmente as questões relacionadas com a saúde dos trabalhadores, com vistas a reverter a elevada incidência de acidentes e doenças do trabalho.
Em um primeiro momento, o documento reconhece o esforço do governo Lula na busca do crescimento econômico e da distribuição de renda, marco da gestão federal dos últimos oito anos. Mas afirma que, em relação à saúde do trabalhador, ainda há fortes impactos desse processo produtivo sobre a saúde dos que trabalham, seja em forma de acidentes seja por diversas manifestações de adoecimento.
O abaixo-assinado, depois de fazer um rápido histórico sobre a real situação da saúde no país, reivindica de Dilma Rousseff que coloque a saúde do trabalhador na pauta do crescimento e desenvolvimento econômico do país, lembrando-lhe que “a terceira edição da Conferência Nacional de Saúde do Trabalhador, ocorrida em 2005, teve com foco “Trabalhar sim, adoecer não” e discutiu a intersetorialidade, a transversalidade, o desenvolvimento sustentável e a participação social”.
O documento também defende que seja construída, junto com a Agricultura, com a Indústria e Comércio, com o Planejamento e demais áreas econômicas, um projeto de sociedade desejado pelos trabalhadores, pois “colchas de retalhos que vêm se desenhando em comissões de gabinetes o país já tem aos montes”.
Por fim, os signatários do abaixo-assinado da saúde do trabalhador defendem a inclusão do elemento humano no desenvolvimento sustentável, como etapa economicamente vantajosa e que acelerará o processo de distribuição de renda e de inclusão social do governo Dilma. E acrescenta: “Da mesma maneira que o governo Lula vem promovendo crescimento com redução da desigualdade, no estágio em que se encontra o Brasil, o momento é também de combinar crescimento econômico com redução das desigualdades nos ambientes de trabalho, evitando doenças e mortes”.
Fonte: Fenae


























































































































































