Jornal do Commercio Brasil
O estudo "Indicadores demográficos e de saúde no Brasil", que vem de ser divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostrando que embora os brasileiros estejam vivendo mais o país não vem oferecendo aos idosos, muitas vezes e sob diferentes aspectos, condições médico-assistenciais adequadas a um envelhecimento saudável, expõe realidade que vem sendo objeto de atenção cada vez maior de vários órgãos de pesquisa, suscitando, em decorrência dela, a necessidade de aprimorar políticas públicas voltadas a esse segmento da população.
Nesse sentido, uma das conclusões básicas do estudo é justamente a de que "os grandes centros urbanos, embora já apresentem um perfil demográfico semelhante ao dos países mais desenvolvidos, ainda não dispõem de uma infraestrutura de serviços que atenda às demandas decorrentes das transformações demográficas vigentes".
A "responsabilidade em proteger o contingente de idosos, em processo de crescimento", confirma-se, aliás, pela projeção contida no mencionado estudo, arrimada em dados do próprio instituto e segundo a qual, enquanto em 2000, para cada grupo de 100 pessoas em idade ativa, 13,1 eram idosos, em 2050 esse número chegará a 52,1.
A série histórica divulgada pelo IBGE mostra também que, até meados do século passado, o brasileiro vivia em média 30 anos a menos do que nos primeiros anos do século XXI. Por outro lado, estimada em 33,7 anos em
Dados arrolados no mesmo estudo e extraídos da Pesquisa de Assistência Médico Sanitária, de 2005, revelam ainda que o número de aparelhos de ultrassom chegava a 246,8 por 1 milhão de habitantes nos hospitais privados, e era de apenas 31,3 no Sistema Único de Saúde. Mesmo assim, apesar de menor do que no setor privado, o número de equipamentos para diagnóstico no setor público crescera 20% em 2005, em relação a 1999.
O quadro que emana dos números divulgados reflete, de qualquer modo, descompassos e insuficiências na estruturas médico-assistenciais a que a maioria dos idosos do país tem acesso, impondo foco maior nos programas tendentes a reduzi-los. Paralelamente, e de forma mais abrangente, cumpre assegurar o exercício pleno dos direitos, tais como estabelecidos no Estatuto do Idoso, ampliando ainda, em todos os níveis, as alternativas de lazer disponíveis, com os desejáveis reflexos em sua qualidade de vida e no contexto de uma necessária estratégia de bem-estar social.


























































































































































